Introdução

Seja bem-vindo a este “blog”!

O meu objetivo é o de colaborar para a construção de um mundo melhor. Com este intento, pretendo que este espaço seja recheado de pensamentos, poemas, poesias, quadras e textos de minha autoria e de autores diversos.

Espero que a leitura das matérias aqui publicadas lhe tragam descontração e prazer.

Meus dados biográficos:

Gustavo Dantas de Melo, natural de Borda da Mata/MG. Sou filho dos saudosos Agenor de Melo e Maria Dantas de Melo. Casei-me com Maria Jóia de Melo, filha do comerciante Luiz Jóia Orlandi e Maria Delfino Jóia, donos do antigo “Bar do Ponto”, que serviu como o primeiro terminal rodoviário de Borda da Mata. São nossos filhos: Regina Maria (namorado Rafael), Luiz Gustavo (casado com Adriana), Rosana Maria (casada com Darnei) e Renata. Netos, por ordem de chegada: Gabriel, Mariana, Gustavo, Ana Júlia, João Vítor e Ana Luíza.

Advogado, professor secundário e universitário. Promotor de Justiça dos Estados de Minas Gerais e de São Paulo, tendo sido titular das Comarcas de Bueno Brandão/MG, São Luiz do Paraitinga, Cruzeiro, Mogi das Cruzes e São Paulo. Encerrei a carreira ministerial como Procurador de Justiça de São Paulo/SP. Atualmente, exerço a advocacia em Borda da Mata, minha cidade natal e na região do Sul de Minas Gerais.

Autor da obra “Reflexões”, editada pela APMP, em 2001, uma coletânea selecionada de artigos publicados durante o período em que fui diretor chefe do jornal “A Cidade” de Borda da Mata. Em 2009, trouxe à lume minhas “Farpas do Coração”, um livro de memórias, em que registro fatos vivenciados em quase meio século de vida familiar, social e profissional. Ao mesmo tempo, revelo personagens e acontecimentos pitorescos da querida cidade natal, transmitindo, sobretudo, minha experiência ministerial e vivência na cátedra do magistério universitário, ao abordar temas políticos e jurídicos de manifesto interesse nacional.



sábado, 27 de agosto de 2011

"O Sonho em favor da História Bordamatense"

            Sabemos que a história é a memória de um povo. O seu papel é muito importante na sociedade, porque, à medida que o tempo passa, registra os acontecimentos marcantes na vida das cidades, dos estados e do país. É pela história que conhecemos as nossas origens, as personagens do passado que percorreram os mesmos caminhos, lutaram pelos mesmos ideais de justiça, independência e liberdade, legando-nos, enfim, um acervo de bens e de serviços comunitários. É através dela que nos chegam as tradições e aprendemos a cultuar os nossos heróis, formando a consciência cívica da nacionalidade, esse sentimento forte que une as gerações do passado, do presente e do porvir.
Um povo sem história é um povo sem nome, que fica perdido no tempo e no espaço, desconhecendo o seu passado, sem possibilidades de despertar nos cidadãos a consciência dos valores cívicos.
Por essas razões, torna-se muito importante a criação de um Centro Cultural em Borda da Mata, um espaço para encontro e estímulo à leitura, aulas de pintura, escultura, música, poesia, teatro e ainda possa se instalar também, especificamente, o Museu Histórico Bordamatense.
De fato, precisamos conhecer melhor as gerações que nos precederam e iniciar um trabalho de restauração desse passado ainda não muito distante, porque Borda da Mata é uma cidade nova. O museu cumpriria sua relevante missão de preservar a memória dos principais fatos ocorridos em nosso município. Por exemplo: o arquivo das edições dos jornais que noticiam o seu dia a dia; as fotos das personagens e dos eventos mais importantes; a busca e pesquisa de dados e objetos pertencentes a personalidades que até hoje fizeram a história de nossa comunidade nos mais diversos setores de atividades, como a política, administração pública, justiça, ensino, indústria, comércio, agricultura, religião, artes, esportes, folclore, etc.
Com o passar dos anos, com a participação efetiva dos bordamatenses que, acreditamos, irão colaborar no levantamento de fatos, dados e informações, formar-se-á um acervo cultural de indiscutível valor, um patrimônio histórico que será legado às gerações futuras, estabelecendo-se um elo permanente entre os bordamatenses de todos os tempos.
Ainda há tempo de se encontrar o local ideal para a criação desse “Centro Cultural e Museu Histórico”. Este trabalho de salvação da memória histórica de Borda da Mata, com certeza, merecerá o apoio de nosso atual prefeito, Dr. Edmundo Silva Júnior, das demais autoridades constituídas e de todos nós, cidadãos bordamatenses que amamos esta querida e abençoada terra.
(OBS: Esta matéria, de minha autoria, com pequenas alterações, já fora publicada em 1997, pelo jornal "A Cidade". BMata, 27/08/2011. Gustavo Dantas de Melo)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

"O médico que curou a si mesmo"


        Na época em que fui diretor do jornal “A Cidade”, de 1.996 a 2001, editava a coluna “Fatos da Vida”. Nela publicava textos de primeira linha. Dentre estes, tenho a satisfação de trazer-lhes um dos melhores e mais surpreendentes.
       "Ajudar os outros ainda é, quase sempre, o melhor meio de nos ajudarmos a nós mesmos. Esta grande verdade, proclamada de certo modo no “Sermão da Montanha”, um médico resolveu, um dia, aplicá-la em um cliente. E esse cliente, que ele tinha diante de si no banquinho metálico do consultório, nós o chamaremos BILL WILSON.
       Inteligente, trabalhador, desembaraçado, teria realizado uma carreira esplêndida, não fosse o vício da bebida que o transformara num mísero farrapo humano.
       Naquele fim de semana, tomara uma carraspana, mais uma, a qüingentésima ou centésima. Então, após tê-lo examinado, disse-lhe o médico:
       'Escuta, meu caro Bill. Você disse que quer saber a verdade. Pois bem: a verdade é que já não lhe resta muito tempo de vida! A cada nova bebedeira, você se aproxima cada vez mais rápido da sepultura. Mas antes desse fatal desenlace, que já não pode tardar, queria um favor de você. Há um moço, meu cliente desde menino, que deu agora para beber. Eu lhe peço para ter uma conversa com ele. Quero que lhe mostre, em sua própria pessoa, um exemplo do poder destruidor do álcool, quando se trata de degradar e aniquilar um homem. Talvez, o simples espetáculo de sua ruína possa causar-lhe um choque salutar'.
       Bill, no fundo um sujeito excelente, não se ofendeu e aceitou a proposta. Foi falar com o rapaz. Mas o moço resistiu a todos os argumentos. Sentia-se vítima de uma espécie de fatalidade. Na sua opinião, nada poderia salvá-lo do seu destino de bêbado.
      Bill recorreu, então, a um argumento supremo. Ele, que se dizia incrédulo, surpreendeu-se dizendo ao moço:
       'Escuta, meu amigo. A bebida é como uma força que está fora de você. Para se livrar da sua escravidão, é preciso que você recorra a uma força maior do que a sua. Essa força, você pode dar-lhe o nome que quiser. Eu a chamo Deus. Reze, meu filho, e tenho a certeza de que, mais dia menos dia, acabará vencendo o seu vício'...
       Jamais soubemos se o sermão teve bom resultado. Mas uma coisa é certa. Bill, ao pronunciá-lo, convenceu-se a si próprio. A partir daquele dia, jamais provou uma só gota de bebida. Fundou até uma organização que todos conhecem pelo nome e que se chama 'ALCÓLICOS ANÔNIMOS'.
      Dessa experiência decorre uma grande verdade. Aquela a que há pouco nos referíamos: AJUDAR OS OUTROS CONSTITUI O MELHOR MEIO DE NOS AJUDARMOS A NÓS MESMOS."
       (Da obra “Pílulas de Otimismo”, de Marcel Marie, tradução de Dom Marcos Barbosa, vol. 3º, páginas 157 e 158).

domingo, 21 de agosto de 2011

"Adolescência: preparação para o amor"


       O homem é grande em todas as etapas do seu desenvolvimento. Mas, quando adolescente, no momento em que seu ser desabrocha e aspira, dentro da noite, pela perfeição do amor, ele é especialmente fascinante e vulnerável.
       Um dos principais aspectos do drama da adolescência é essa fome de amor que o jovem não pode ainda satisfazer válida e racionalmente. Essa necessidade é um apelo do presente à preparação futura; essa espera, o tempo concedido para que ele aprenda a amar. É preciso que expliquemos aos jovens essas realidades para iluminar seu caminho.
       Rapaz ou moça, você não é feito para viver sozinho. “Não é bom que o homem esteja só” (Gênesis). Amar, porém, não é apoderar-se do outro para completar-se, mas dar-se ao outro para completá-lo. Você estará apto a amar autenticamente, quando sua necessidade e principalmente sua vontade de amar forem mais fortes que sua necessidade e sua vontade de tomar.
       O esportista que se recusa a treinar e se lança prematuramente nos jogos, logo fracassa e se desclassifica. O pintor ou o músico que não aceita aprender sua profissão, mas quer logo criar, condena-se à mediocridade. Assim, o adolescente apressado que não quer preparar-se para o amor, mas já tenta amar desde a mais tenra idade, engana-se gravemente, fracassa e compromete a riqueza e a solidez de sua unidade futura.
       São precisos cinco anos para preparar um engenheiro, oito ou dez para preparar uma tese de doutorado. Por que não admitir a necessidade de uma longa preparação para o amor?
       Para construir mais depressa, você pode colocar o teto em cima de paredes pouco sólidas, você pode pintar o cimento úmido, enquanto zomba dos seus amigos que trabalharão muito tempo a fim de conseguir uma casa sólida, grande e bela. Mas, muito depressa a umidade manchará as paredes de sua casa, baixa e pequena, e a primeira tempestade a abalará ou talvez até a destrua.
       Se você acolher, apenas por prazer, amores precoces, múltiplos e fáceis, talvez conheça a ilusão temporária de uma certa euforia; teto sobre paredes incompletas, pintura brilhante sobre cimento úmido, mas estará preparando para si mesmo um lar oscilante, sem envergadura e muito depressa desmoronado.
       As paixões sensíveis da adolescência não são o verdadeiro amor. São a perturbação do garoto que pela primeira vez encontra a feminilidade e não tal moça; a emoção da mocinha que encontra a masculinidade e não tal rapaz. Misterioso abalo de todo o ser que descobre, primeiro obscuramente e depois cada vez mais nitidamente, aquilo que lhe falta para atingir a maturidade. Aquele que, sobre essa emoção perturbadora, constrói seu lar, constrói sobre a areia.
       Não é mau o encontro de rapazes e moças. O que é mau é perder tempo brincando de amar...
       (Da obra “Construir o Homem e o Mundo”, de Michel Quoist, 35ª edição, pags. 59 a 64)

sábado, 20 de agosto de 2011

"Pérolas do recente livro 'Tempo de Esperas' do padre Fábio de Melo"

       Caros leitores, a minha proposta neste “blog”, como vocês sabem, é a de “luta por um mundo melhor”.
       Pois bem, no dia dos pais, minha amada filha Regina presenteou-me o livro “Tempo de Esperas”, de autoria do padre Fábio de Melo, editado neste mês de agosto/2011, pela Editora Planeta. A obra é uma preciosidade, profunda, sábia.
       Acredito, sinceramente, que este sacerdote é um profeta dos nossos dias, porque cheio do Espírito Santo de Deus. Todas as suas falas, na TV e mídia em geral, demonstram uma sabedoria incomum, que provém daquela “água viva”, fonte de todo o bem.
       Na verdade, o Senhor tem sido generoso com ele e, com certeza, o inspirou a escrever as 165 páginas luminosas deste livro primoroso, que vale a pena ser conhecido e divulgado.
       Com imenso prazer, recolhi algumas pérolas de seu rico conteúdo, para comprovação de que estou falando a verdade:

       “...Um livro não pode ser publicado imediatamente ao seu término. O tempo de maturação é importante. Escrever é como fazer pão. O tempo da fermentação é indispensável, pois é ele que faz com que o pão cresça antes de ser levado ao forno...”

       “...Diamante na vitrine brilha muito mais que quando em nossas mãos...”

      “...Só amor é capaz de dar jeito nas pessoas... O amor é um aconchego desejado por todos nós... A pessoa a quem amamos oportuniza-nos chegar a lugares antes desconhecidos... Quando amamos e somos amados, o futuro é apenas um detalhe, porque o presente torna-se imenso, determinante...”

       “...Só o amor pode encher a vida de sentido. É a partir dele que desvelamos nossa verdade fundamental...”

       “...Tudo o que é belo tende a ser simples... O que sei é que a beleza anda de braços dados com a simplicidade... Simplicidade é um conceito que nos remete ao estado mais puro da realidade. Talvez seja por isso que as pessoas mais simples sejam mestras em alcançar a felicidade com poucos recursos...”

       “...Perder é também uma forma de ganhar... Um dia eu precisei amar minha dor. Era o único jeito que tinha de continuar vivendo... Quando acolhida, a dor se dissipa aos poucos e, de maneira incrível e surpreendente, o que parecia ser definitivo transforma-se em matéria transitória...”

       “...Você verdadeiramente precisa é aprender a perder... A vida continua. Organize este luto. Há sepultamentos que são necessários para o prosseguimento da vida... Semente que não aceita morrer não pode produzir frutos. É a regra vegetal a nos propor um jeito sábio de viver...”

       “...O maior medo, o mais vergonhoso de todos os medos é o medo de dizer que se tem medo...”

       “...Você sabia que a ira nos cega para a sabedoria?... Quem não aprende a lidar com as perdas corre o risco de manter a vida estacionada... Você estende o tempo da dor... Você não pode insistir em aprisionar o que não é seu; reter o que não existe mais, o que já se foi, o que já morreu, o que já partiu... Pessoas que não admitiram sepultar os seus mortos...Ficaram presas aos entulhos do passado e não permitiram que o presente soprasse vento de renovação sobre os destroços...”

       “...Amores desfeitos são como resfriados. Num primeiro momento são agudos, doídos. Ficamos prostrados, indispostos. Mas é só uma questão de paciência... O tempo se empenha de ajeitar as coisas em seu lugar... O tempo é redentor...”

        “...A arrogância é um recurso dos ignorantes. Quanto menos sabe, maior é o desejo de agredir aquele que atenta contra o que ele não sabe, mas julga saber...”

       “...Você tem desperdiçado seu tempo com egoísmos... Com isso, perde a oportunidade de conhecer melhor o mundo ao seu redor...”

       “...Em qualquer lugar do mundo, a vida é rotina... A rotina só muda de endereços. Não tenha medo de ser simples... Pessoas simples e sem instrução são tesouros de um conhecimento prático que os livros não nos ensinam... Pessoas são como livros... Precisam ser lidas. Não pare nas capas. Há muita riqueza escondida em capas não atraentes...”

       “...A amizade é um recurso que nos ajuda a suportar os nossos fardos... Sem amigos não podemos ir muito longe... Você está alimentando sua solidão a pão de ló...Há certos momentos em que um colo aconchegante vale mais do mil frases inteligentes... Deve ser insuportável ficar ao lado de quem não precisa de ninguém...”

       “...O bom da vida é a partilha das pequenas coisas. Aprendi isso na minha casa, com minha família que foi o maior e melhor de todos os livros que já li. Foi lá que eu aprendi a dividir o que tenho e o que sou...”

       “...Uma boa atividade física repercute nos desempenhos da alma. Creio na integralidade da sáude. Corpo e mente precisam de cuidados diários...”

       “...Eu preciso de Deus. Se para Ele não me volto, corro o risco de me desprender de minha possibilidade de ser feliz... Eu Dele me recebo, assim como o girassol se recebe do Sol, porque não pode sobreviver sem sua luz... Deus é nosso sol...

      “...A vida é assim... Vez em quando a gente precisa prestar atenção na música que está sendo tocada. Entrar no ritmo da vida é uma questão de sabedoria... Aprecio os que sabem viver no pouco, os que viajam com poucas malas e os que descobriram que, ao contrário do que pensamos, as coisas não nos deixam mais ricos, apenas mais pesados. Infeliz aquele que se identifica com o que tem... Nada pode ser mais rico e precioso do que as pessoas que amamos... Não há prazer em permanecer solitário em um castelo repleto de beleza. A riqueza só tem sentido quando é para ser dividida...”

      “...Cada vez que recordava o fato, um novo ferimento era aberto em minha alma. Foi então que percebi que alimentar a mágoa não era uma decisão inteligente. Decidi que sepultaria aquelas lembranças nocivas. Compreendi que ressentir a dor é uma injustiça que cometemos contra nós... Quando permito que o ódio me domine, é como se eu estivesse apontando uma arma contra a minha cabeça... O ódio mata só a quem o sente...

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Semeadores de Otimismo

        Cultivar o otimismo, em si e nos outros, esforçar-se por semear a felicidade, reconheço que é uma tarefa difícil. Acho, entretanto, que este ideal nada tem de utopia.
         Segundo as mais recentes teorias da aerodinâmica, a abelha não pode voar. Pode-se demonstrá-lo experimentalmente.
         A relação entre o tamanho, o peso e a forma de seu corpo, de um lado e a extensão de suas asas, do outro, tornam o vôo impossível. Mas como elas ignoram estas verdades científicas, a abelha se lança imprudentemente no espaço... e voa! E ainda, por cima, fabrica um pouco de mel todos os dias!
         Eis aí, minha gente!
      Os pessimistas podem esforçar-se por provar-nos, com teorias pseudocientíficas, que o mundo é intrinsicamente mau e absurdo; mas não nos impedirão, no entanto, se realmente o quisermos, de fabricar diariamente um pouquinho de mel: isto é, de segregar todo dia um pouco de alegria, para nós mesmos e para os outros.
        Teremos, então, a agradável surpresa de ver as pessoas ao redor de nós desabrocharem como gerânios ao sol.
        Em todo ser humano existem zonas de bondade. Até naqueles que parecem piores, até nos mais pervertidos.
Qualquer deles, ainda que um bandido, ajudaria um cego a atravessar a rua.
        Qualquer deles, ainda que fosse um gangster, ajudaria a socorrer uma criança ferida.
       Com mais forte razão existem, no ser humano normal, grandes possibilidades de amor e dedicação. É importante que ajudemos essas possibilidades a tornarem-se atos, graças à nossa compreensão, nossa boa vontade, nossas palavras de encorajamento, nosso sorriso e otimismo.
        A esmola do nosso dinheiro é boa! Mas o dom de nosso coração, em espírito de caridade, é bem melhor ainda!
        Em resumo, a prática da BONDADE E DO OTIMISMO é um dos modos mais eficazes de seguir o mandamento maior de nosso Senhor Jesus:
        “Amai-vos uns aos outros...

        (Da obra "Pílulas de Otimismo" de Marcel Marie)

       OBS: Amigos leitores, oportuno invocar-se aqui a sabedoria de conhecido pensamento que vale como regra de vida:
         
          “É muito bom ser importante, mas o mais importante é ser bom!”

domingo, 14 de agosto de 2011

"Preservação do meio ambiente é dever de todos"

        Janeiro é tempo das águas. Chove muito e comumente traz problemas para as grandes cidades, onde o escoamento das águas da chuva encontra barreiras que causam enchentes e grandes alagamentos.
        Como é sabido, as consequências são desastrosas. No trânsito, verdadeiro caos se implanta. Torna-se impossível a circulação de veículos que formam congestionamentos gigantescos. Muitas casas, especialmente aquelas edificadas em áreas de risco, se tornam piscinas, quando não desmoronam, invadidas pela força de águas implacáveis. É um desafio constante aos técnicos e entendidos. Apesar de seus conhecimentos teóricos, na prática não conseguem superar as dificuldades para a solução definitiva do problema que parece crônico.
        A questão se torna insolúvel, porque a comunidade internacional não cria vergonha na cara. Todos sabemos que as alterações climáticas na terra decorrem da poluição ambiental, do desmatamento e de todo outro tipo de agressão ao meio ambiente, atingindo a camada de ozônio. Daí, observamos que as geleiras se derretem e outros fenômenos estranhos. Mesmo assim, governantes de países ricos e influentes, impassíveis, permanecem indiferentes a estes avisos da natureza, continuando a sacrificar vidas humanas no altar dos cifrões e dos “interesses superiores” de senhores poderosos e endinheirados.
        É por isso, amigos, que, estupefatos, assistimos catástrofes como aquelas que vitimaram as populações de importantes cidades turísticas do Rio de Janeiro. Nunca, em terras brasileiras, tínhamos visto algo tão assustador!
        Na verdade, em nosso país, é bastante comum vermos casas construídas em locais inadequados; esta é uma questão complexa e que envolve um intrincado problema de natureza social. O poder público destas cidades, porém, é diretamente responsável, quando se omite na adoção de providências para impedir que estas edificações ali se tornem triste realidade. Somente depois de catástrofes como estas, em que o governo federal precisa investir fortunas para acudir as vítimas, é que a temática volta à mídia e passa a ser objeto de estudos e debates, em busca de uma solução definitiva. Entretanto, “é melhor prevenir do que remediar”, como ensina a sabedoria de conhecido refrão popular.
        É sabido que a ignorância de deveres elementares da cidadania, como a adoção de hábitos causadores da poluição das cidades, seria causa primordial destas consequências tão maléficas. Todo o esforço desenvolvido em campanhas publicitárias parece inútil, tamanha a insensibilidade de algumas pessoas que insistem em atirar lixo nas ruas, indiferentes aos prejuízos à própria comunidade em que vive.
        Tudo isto é real e, de fato, os problemas poderiam ser minimizados, se cada um de nós assumisse sua cidadania e responsabilidade, conscientizando-se de que é co-responsável pela poluição da sua cidade! Cada cidadão, independentemente da ação governamental, poderia tornar-se, preventivamente, guardião e sentinela na vigia constante contra quaisquer espécies de poluidores. É necessário denunciar estes malfeitores às autoridades competentes, para aplicação de multas e penalidades cabíveis. Ninguém pode se omitir desse dever, porque pode ser, quem sabe, a próxima vítima!
         É impossível evitar os danos e prejuízos provenientes das forças cegas da natureza, que caracterizam a força maior inevitável e inafastável; porém, é imprescindível que, na condição de cidadãos, todos façamos o que estiver ao nosso alcance para afastar o perigo que nos ameaça. É este um importante imperativo de cidadania. Somente assim estaremos evitando a destruição de bens materiais e, não raras vezes, a eliminação de vidas.
        Assim como no comovente conto, o pássaro levava, no bico, a gota d´água para tentar apagar o incêndio da floresta em que vivia, vale a pena fazermos a nossa parte, na certeza de que estaremos cumprindo com o nosso dever.
           Gustavo Dantas de Melo
        Borda, 14 de agosto de 2.011.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Poemas célebres de uma riqueza incalculável

Instantes
(Jorge Luís Borges)

Se eu pudesse viver novamente a minha vida,
na próxima trataria de cometer mais erros.

Não tentaria ser perfeito; relaxaria mais.

Seria mais tolo ainda do que tenho sido,
na verdade bem poucas coisas levaria a sério.

Seria menos higiênico.

Correria mais riscos, viajaria mais,
contemplaria mais entardeceres,
subiria mais montanhas,
nadaria mais rios.

Iria a mais lugares onde nunca fui,
tomaria mais sorvete e menos lentilha,
teria mais problemas reais
e menos problemas imaginários.

Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata
e produtivamente cada minuto da sua vida;
claro que tive momentos de alegria.

Mas, se pudesse voltar atrás,
trataria de ter somente bons momentos.

Porque, se não sabem, disto é feita a vida:
só de momentos, não percas o agora.

Eu era um desses que nunca iria
a parte alguma sem um termômetro,
uma bolsa de água quente,
um guarda-chuva e um pára-quedas;
se voltasse a viver, viajaria mais leve.

Se eu pudesse voltar a viver,
começaria a andar descalço
no começo da primavera e
continuaria assim até o fim do outono.

Daria mais voltas na minha rua,
contemplaria mais amanheceres
e brincaria mais com crianças,
se tivesse outra vez a vida pela frente.

Mas, já viram, tenho 85 anos
e sei que estou morrendo...

O êxito começa com a vontade
(Claude Bernard)

Se pensas que estás vencido, estás;
se pensas que não te atreves, não o farás;
se pensas que te agradaria ganhar,
mas que não podes, não o realizarás;
se pensas que perderás, já perdeste;
porque no mundo descobrirás
que o sucesso começa com a vontade do homem.

Tudo se encontra no estado mental,
porque muitas corridas têm-se perdido,
antes sequer de haver ocorrido;
e muitos covardes têm fracassado,
antes de ter o seu trabalho começado.

Pensa grande e teus feitos crescerão;
pensa pequeno e ficarás atrás;
pensa que podes e poderás;
tudo está no estado mental.

Se pensas que estás em vantagem, estás;
tens que pensar bem para te elevares.

Tens que estar seguro de ti mesmo,
antes de tentar ganhar um prêmio;
a batalha da vida nem sempre a ganha
o homem mais forte ou o mais ligeiro;
porque, cedo ou tarde,
o homem que ganha
é aquele que acredita poder fazê-lo.

As pegadas na areia”
(Roger Patrón Luján)

Uma noite sonhei que caminhava
com o Senhor sobre a areia da praia
e, através do firmamento,
projetavam-se cenas da minha vida.

Em cada cena, via dois pares de
pegada na areia: um era meu
e o outro do Senhor.

Quando a última cena de minha vida
surgiu ante meus olhos, olhei para trás
para ver as pegadas sobre a areia
e notei que, várias vezes,
ao longo do caminho de minha vida,
hava somente um par de pegadas.

Notei também que isso ocorria
durante a época mais triste de minha vida.
Realmente senti-me incomodado
e perguntei ao Senhor:
        - Senhor, Tu me disseste que,
uma vez que eu tivesse decidido
seguir-Te, caminharias ao meu lado
por todo o caminho.
Mas observei que, durante a época
mais difícil de minha vida,
existia somente um par de pegadas.
Não compreendo por que,
precisamente quando mais Te necessitava,
me abandonaste?

O Senhor me respondeu:
       - Filho amado, eu te quero muito
e nunca, nunca te abandonaria!
Nos tempos de prova e de dor,
quando tu vias somente um par de pegadas,
era porque te levava em meus braços...