Introdução

Seja bem-vindo a este “blog”!

O meu objetivo é o de colaborar para a construção de um mundo melhor. Com este intento, pretendo que este espaço seja recheado de pensamentos, poemas, poesias, quadras e textos de minha autoria e de autores diversos.

Espero que a leitura das matérias aqui publicadas lhe tragam descontração e prazer.

Meus dados biográficos:

Gustavo Dantas de Melo, natural de Borda da Mata/MG. Sou filho dos saudosos Agenor de Melo e Maria Dantas de Melo. Casei-me com Maria Jóia de Melo, filha do comerciante Luiz Jóia Orlandi e Maria Delfino Jóia, donos do antigo “Bar do Ponto”, que serviu como o primeiro terminal rodoviário de Borda da Mata. São nossos filhos: Regina Maria (namorado Rafael), Luiz Gustavo (casado com Adriana), Rosana Maria (casada com Darnei) e Renata. Netos, por ordem de chegada: Gabriel, Mariana, Gustavo, Ana Júlia, João Vítor e Ana Luíza.

Advogado, professor secundário e universitário. Promotor de Justiça dos Estados de Minas Gerais e de São Paulo, tendo sido titular das Comarcas de Bueno Brandão/MG, São Luiz do Paraitinga, Cruzeiro, Mogi das Cruzes e São Paulo. Encerrei a carreira ministerial como Procurador de Justiça de São Paulo/SP. Atualmente, exerço a advocacia em Borda da Mata, minha cidade natal e na região do Sul de Minas Gerais.

Autor da obra “Reflexões”, editada pela APMP, em 2001, uma coletânea selecionada de artigos publicados durante o período em que fui diretor chefe do jornal “A Cidade” de Borda da Mata. Em 2009, trouxe à lume minhas “Farpas do Coração”, um livro de memórias, em que registro fatos vivenciados em quase meio século de vida familiar, social e profissional. Ao mesmo tempo, revelo personagens e acontecimentos pitorescos da querida cidade natal, transmitindo, sobretudo, minha experiência ministerial e vivência na cátedra do magistério universitário, ao abordar temas políticos e jurídicos de manifesto interesse nacional.



terça-feira, 30 de outubro de 2012

"Hierarquia de Valores"

         Os homens buscam, incessantemente, a felicidade. Nesse afã, procuram os meios que julgam capazes de lhes proporcionar uma existência confortável, segura e feliz. Via de regra, os bens que a sociedade aponta como pistas da felicidade são: poder, dinheiro, fama, beleza, conforto e conhecimento. Daí cada um, segundo sua própria realidade existencial, vai formando a sua seleção, ou “hierarquia de valores”. Percebemos que algumas coisas são importantes e indispensáveis; outras, menos importantes, dispensáveis e outras até mesmo desnecessárias. Descobrimos o que é, de fato, essencial e o que fica em plano secundário.
A esta altura da vida, estou convicto da minha escala de valores: Deus, família, saúde, amor, amizade, trabalho, conhecimento, dinheiro, poder, etc... É lógico que esta não é uma tarefa fácil. É uma descoberta que não surge da noite para o dia. Somente à medida que os anos passam, vamos acumulando experiências nos diversos setores de atividades. Idealizamos metas e nos empenhamos na conquista de vários objetivos, com a orientação dos pais, mestres, amigos e sacerdotes. Tudo o que vamos conseguindo, sabemos que nos exige muito empenho, esforço e dedicação. E também o que não conseguimos, os tropeços e frustrações não são inúteis, pois passam a valer para todos nós como um rico aprendizado.
Nessa extraordinária escola da vida, aprendemos que as coisas materiais são necessárias, mas não as mais importantes. Como meros administradores dos bens materiais conseguidos, não os levaremos daqui. Ademais, são eles vazios de qualquer sentimento. Somente as pessoas são capazes de amar e de nos dar alegrias. Descobrimos, principalmente, que Deus é o maior bem, o objetivo primordial e permanente.
Sem dúvida, o eterno ocupa o primeiro lugar da escala de valores, porque é o bem que nos acompanha e perdura para sempre. Pressupõe, é claro, a certeza da fé. A confiança na revelação trazida por Jesus de que a vida não termina aqui. A convicção de que a morte, para nós cristãos, é realmente uma piada. O que acaba é a matéria, os componentes químicos e físicos de nosso corpo, que, com a decomposição, se transformam em pó. Mas a chama da vida, o espírito, o que nos faz pensar e amar, o motor, este é imortal e, por isso, como filhos, após a morte continuamos existindo na morada que o Pai já preparou para nós desde todo o sempre. Não é porque tenhamos méritos que isso acontece, porém simplesmente porque Ele nos ama com um amor todo especial de um Pai sem defeitos.
Todo pai deseja o melhor para seus filhos. Se necessário, seria capaz de lhes dar a vida, quantas tivesse. É o amor maior, capaz de renunciar-se a si mesmo. Ora, se nós que somos mortais, nutrimos esse sentimento tão forte, que nos dá força capaz até de atos de heroísmo, quanto mais se poderá esperar daquele Pai, que é o Senhor do tempo e da vida. Dele podemos esperar sempre o melhor, a bondade, a misericórdia, a segurança e a salvação, com muito mais carinho e compreensão do que somos capazes de dispensar e transmitir aos nossos filhos.
Por isso tudo, com certeza o maior bem da hierarquia de valores, o bem supremo é Deus, em quem depositamos toda a nossa esperança. Nosso projeto existencial, via de regra fixado em 80 (oitenta) anos, é um nada, se comparado aos milênios da eternidade.
Gosto muito daquela filosofia de nossos irmãos de estrada, os caminhoneiros que levam essa linda mensagem em seus veículos:
Não sou dono do mundo, mas sou filho do Dono”.
Essa filiação, de fato, é motivo de alegria e honra para todos. Como filhos temos direito à herança.
Tenho realmente pena daqueles que não têm fé. E maior pena ainda dos orgulhosos, daqueles que descartam Deus, por se julgarem auto-suficientes. Estes sofrem muito, sem perspectivas de um futuro de paz e felicidade plena. Na vida tudo passa. O tempo corre celeremente e, de repente, nos damos conta de que estamos mais pra lá do que pra cá e, como diz a canção, “está chegando a hora!”.
Como é bom ter confiança e certeza de que tudo terminará bem e que alguém nos espera, de mãos estendidas, para o abraço infinito! ..."
Gustavo Dantas de Melo
          Borda da Mata, 30 de outubro de 2012.
(Extraído de meu livro "Reflexões", Editora APMP, ano 2001, págs. 15/16).

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

"A resposta das urnas"


        Proclamados os resultados das últimas eleições, as urnas deixaram recados contundentes.
         O povo bordamatense aprovou, por maioria absoluta, a atual administração e expressou o desejo de renovação na Câmara Municipal. Nossa gente disse não à oposição sistemática adotada pela maioria dos atuais vereadores, adepta da filosofia de ser contra simplesmente para dificultar os projetos do poder executivo.
         A oposição faz parte do processo democrático, mas precisa ser exercida com responsabilidade. Pressupõe um trabalho consciente, para cumprir, sobretudo, a sua missão de fiscalizar a administração pública, fazer sugestões e críticas construtivas, colaborando, enfim, para a eficiência do trabalho social.
         O que todos desejamos é a constante busca de melhor qualidade de vida para a nossa população. Esse objetivo, porém, somente será alcançado, se cada um tiver consciência das suas reais atribuições na vida pública.
         A voz das urnas deixou muito claro que vivemos uma nova era na vida política. Era da valorização da honestidade, da escolha dos mais capazes e que demonstrem o desejo sincero de trabalhar pelo bem comum da sociedade. O recado é de intolerância e de afastamento político de todos aqueles que buscam defender interesses pessoais e particulares, buscando o poder, pelo poder, sem qualquer escrúpulo.
        A legislação eleitoral se aperfeiçoa cada vez mais, buscando eliminar a influência do poder econômico, na procura do ideal democrático de conceder igual oportunidade para todos. Com a evolução dos tempos, dia chegará em que a campanha eleitoral vai ser permitida apenas através dos meios de comunicação social: computador, rádio, imprensa e televisão, através de debates e mensagens dos candidatos. A todos os municípios brasileiros será assegurado disponibilizar desses meios de comunicação em suas campanhas eleitorais.
        As incômodas e hipócritas visitas domiciliares para fins eleitorais, mais cedo ou mais tarde, tornar-se-ão proibidas e punidas como captação ilícita de votos. Comícios, passeatas e carreatas serão também coibidos pela legislação, em caráter preventivo da ocorrência de eventuais conflitos. Essas medidas salutares eliminarão gastos e grande esforço físico, revertendo em benefício da meta democrática de garantir igualdade de meios a todos os cidadãos.
        Quando tudo isto acontecer, as novas gerações de políticos viverão tempos novos. Estará definitivamente implantada a era do voto limpo, do voto de qualidade na defesa dos interesses da cidadania. Presenciaremos o êxito total das diretrizes traçadas pela Justiça Eleitoral, no direcionamento da propaganda política oficial.
        Amigos, as apurações de 07 de outubro encerraram esta página histórica da luta política bordamatense. Agora, o que realmente importa é a união de todos para que o município continue rumo ao seu desenvolvimento em todos os setores.
        Fizemos nossa opção democrática, apoiando os candidatos que entendemos melhor preparados para o exercício dos cargos. Muitas vezes, porém, a paixão política partidária é tão forte que cega a visão de alguns eleitores apaixonados. A verdade é que ninguém fica indiferente, quando se está em jogo o interesse maior da comunidade. Segundo ensinamento do saudoso Beato, Papa João Paulo II, em sua carta apostólica “Christifideles laici”, “os leigos devem participar da política, pois ela é destinada a promover de forma orgânica e institucional o bem comum.
        Esta é a razão pela qual, com raras exceções, todos participamos da disputa política. Constitui realmente um prazer e até mesmo um privilégio batalhar por uma causa que acreditamos ter sido digna e justa. Nós amamos esta cidade que nos viu nascer, onde vivemos, trabalhamos, desfrutamos de nossas bem cuidadas praças e zelamos por nossas famílias, filhos, netos, parentes e amigos. Por isso, nos sentimos felizes e realizados ao percebermos que pudemos contribuir, de alguma forma, para o sucesso dos candidatos a prefeito, vice e vereadores vitoriosos nas eleições de 07 de outubro.
       Essa retumbante vitória representa o devido reconhecimento do povo ao grande trabalho do dinâmico prefeito que revolucionou a história política de Borda da Mata.
       Que Deus e a Virgem do Carmo abençoem os eleitos, para que seu mandato seja pleno de realizações!
Borda da Mata, outubro de 2012.
Gustavo Dantas de Melo

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

"O melhor ensinamento"

        Como devem saber, a "Guarda Mirim Irmã Martha" de Borda da Mata desenvolve o projeto denominado "Construção de Vidas", há 22 anos. Dentre as várias palestras que presenciei, neste último “22º Curso de Formação de Guardinhas” (2.012), sinto-me no dever de resumir a linda mensagem cristã do nosso estimado Padre Paulo Roberto de Andrade, vigário da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo. De fato, julgo importante e necessária a divulgação de tão precioso ensinamento. Senti que a luz divina resplandeceu naquela sala, enquanto sua voz ecoava ante os ouvidos atentos de nossos adolescentes.
Especificamente, o jovem sacerdote transmitiu-nos conhecimentos teológicos a respeito da essência de Deus. Sua Onipotência, Sabedoria, Poder, Amor e Misericórdia, sobretudo, sua condição de nosso PAI. Seu Amor incondicional a todos nós e, como Pai Perfeito, o seu desejo de que sejamos sempre alegres e felizes. Quem ama de verdade somente quer o bem do outro!
        Acrescentou o detalhe de que Deus nos fez homens e mulheres dotados de plena liberdade, ou “livre arbítrio”. Não somos marionetes, mas responsáveis e donos de nosso próprio destino. Não fôssemos livres, não seríamos responsáveis. Aliás, o fundamento da responsabilidade é a liberdade de agir, de escolher caminhos. Esta é a nossa dignidade de “FILHOS e HERDEIROS DE DEUS”.
        Nada de mal que nos aconteça é por vontade do Pai. O ser humano é frágil e limitado. Desde o seu nascimento, está sujeito à doenças, intempéries e à morte. Mas o seu destino final é a eternidade feliz.
        Assim, o sofrimento faz parte, é condição humana. Muitas vezes, usando mal de nossa liberdade, nós mesmos provocamos o aparecimento de enfermidades e até abreviamos nossas vidas. Por outro lado, nossa herança genética e o envelhecimento inevitável podem nos acarretar problemas de saúde.
        A dor e o sofrimento, portanto, são inerentes à condição humana de homens e mulheres mortais. E a prova maior desta verdade, esclareceu o digno sacerdote, é a vida do próprio Jesus Cristo. Vejamos o seu exemplo. Em se fazendo homem, para compartilhar da nossa natureza, passou pela cruz e pela morte.
         Daí a conclusão segura de que Deus não poupou o seu próprio e único filho, Senhor Jesus, do sofrimento e da morte. Porque humanizou-se, Cristo teve que beber o seu cálice de amargura. Somente assim cumpriu a sua missão de resgatar a humanidade, escancarando as portas do céu para todos nós.
        Quando a dor bater à nossa porta, lembremo-nos desta lição de fé maravilhosa a iluminar os breves dias de nossa vida. Chegada a hora da partida, saibamos participar do sofrimento de Cristo, purificando a nossa alma, como ouro no cadinho. Ninguém pode reclamar ou se revoltar, à luz do exemplo de Nosso Senhor. Talvez seja por esta razão que Ele falou a seus discípulos esta frase singela e lapidar:
        “Se alguém quiser vir a Mim, tome a sua cruz e siga-me!
        Borda da Mata, 10 de outubro de 2012.
        Gustavo Dantas de Melo

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

"Reconhecimento ao mérito"


        Há 22 anos procuro servir a nossa gente, através de trabalhos voluntários em vários setores sociais. Por este motivo, julgo-me no direito e dever de me manifestar a respeito da importância das eleições municipais para o destino de nossa querida Borda da Mata, cidade que tanto amamos.
        Primeiramente, quero externar o meu respeito a todos aqueles que divergem da opinião que, neste momento, peço licença para divulgar, em favor dos candidatos da “Coligação Continuidade e Compromisso”, Doutores Edmundo Silva Júnior e Rosângela Lucinda Rocha Monteiro, para prefeito e vice.
        Segundo ensinamento do Beato e Saudoso Papa João Paulo II, em sua carta apostólica “Christifideles laici”, “os leigos devem participar da política, pois ela é destinada a promover de forma orgânica e institucional o bem comum”.
        É isto o que vem fazendo o prefeito Edmundo e precisa dar continuidade ao seu notável trabalho de imenso alcance social. Vocês sabiam que ele recebeu o prêmio Juscelino Kubitschek (JK) por estar classificado entre os 100 melhores prefeitos dentre os mais de 5.000 municípios brasileiros?
        “O prêmio JK foi criado para homenagear e distinguir, em âmbito estadual e nacional, os melhores prefeitos de Minas Gerais, administradores que, segundo os padrões juscelinistas, são realmente bons no que têm feito em todas as áreas, competentes na realização de obras, transparentes no trato da coisa pública, sensíveis às dificuldades e carências do povo” (Prêmio JK, www.google).
        Assim, o prêmio concedido representa o reconhecimento público, a nível estadual e nacional, de técnicos em administração pública que julgam o trabalho extraordinário de grandes prefeitos. E se Edmundo, em tão pouco tempo à frente dos destinos de nosso município, foi considerado prefeito exemplar, imaginem em mais 4 anos de administração quantos benefícios deveremos receber, melhorando cada vez mais, a qualidade de vida de nossa população?
        Edmundo é, sem dúvida alguma, o prefeito por excelência, o prefeito revelação, o prefeito por vocação de bem servir, o prefeito que provou ser possível vencer e fazer política sem corrupção. Ele preenche os requisitos de um verdadeiro homem público: competência, honestidade, espírito público ou desejo de servir o seu semelhante.
        Acompanhamos sua campanha anterior e sua administração, desde o início. Homem inteligente, sensível e transparente. Escolheu, sem preconceitos e absoluta imparcialidade, sua equipe de governo, acercando-se de pessoas de bem. Por suas escolhas corretas, montou uma equipe que, sob seu comando, foi capaz de arranjar a casa em desordem e, com dinamismo e trabalho incansável, soube alavancar o progresso deste município. Suas obras são conhecidas do povo, feliz e agradecido, que aprendeu a amar e respeitar este prefeito. Suas grandes realizações beneficiaram a todos os munícipes, sem qualquer distinção, porque feitas com amor e sem ódio ou rancor, beneficiando a amigos e inimigos políticos. Estão aí para quem quiser enxergar e, por absurdo, há quem insista em não reconhecer o seu grande trabalho.
        Vale a pena citar algumas de suas realizações: aquisição de 21 novos veículos, dentre estes duas “patrois”, uma carregadeira, dois caminhões e uma retro escavadeira, dinamizando a conservação de estradas. Todas as equipes do Programa de Saúde Familiar (PSF), aumentadas em duas (totalizando cinco), possuem veículos próprios. Uma UTI móvel para a saúde, ônibus e “vans” para conduzir diariamente pacientes a Pouso Alegre, Campinas e São Paulo.
       Ampliação e reforma da Escola Municipal Benedita Braga Cobra; ampliação e reforma da Escola Municipal da Santa Cruz; reforma e ampliação da Creche Madre Tereza que antes atendia apenas 90 crianças; construção da Creche “CEMEI” Ana Cabral dos Santos, ampliando a rede para 440 vagas e ainda está para chegar o “CEMEI” do Bairro Santa Rita, com mais 300 vagas, totalizando 740; merenda escolar de primeiro mundo melhorando a saúde das crianças; implantação do sistema “COC” de ensino, a nível igual ao dos colégios particulares; academias ao ar livre, aprimorando a educação física da população, refletindo na saúde das pessoas de todas as idades, na linha filosófica do provérbio latino "mens sana in corpore sano"; ampliação de remédios gratuitos, chegando ao fantástico fornecimento de quase o triplo do governo anterior.
        Asfaltos e calçamentos gratuitos em 134 ruas do município, o que eliminou poeira e barro, representando conforto e saúde para as famílias beneficiadas; manutenção das estradas rurais com brita preta, tornando-as em excelentes condições de trânsito e escoamento da produção; torres de internet e de telefonia celular em vários locais; implantação de novo sinal de TV digital na torre municipal do Santo Cruzeiro; embelezamento das praças Antônio Megale, Nossa Senhora do Carmo, São Judas Tadeu; reforma da fonte luminosa da Praça Antonio Megale; traslado do busto de Monsenhor Cintra para a Praça N. S. do Carmo, de conformidade com a lei que o aprovou.
        Agora, nesta eleição, sua equipe coligada com o Partido Verde está reforçada, especialmente pela feliz escolha da Dra. Rosângela Lucinda Monteiro, médica conceituada e querida em nosso município, para Vice-prefeita. Ela tem competência e conhecimento na área da saúde a que se dedica há mais de 20 anos. Sua participação veio enriquecer a equipe de Edmundo e representa a certeza de melhorar ainda mais a qualidade do atendimento à população neste importante setor da administração municipal. Além disso, de se ressaltar a excelência dos 18 homens e mulheres honrados, candidatos a Vereador. É a união de forças para a promoção do bem comum de nossa população.
        A caravana está enriquecida, preparada e reforçada. Sabemos que o prefeito revelação e sua equipe estão trabalhando a pleno vapor. No próximo mandato, mais experientes e, com certeza, ungidos pelo voto livre do nosso povo agradecido, Borda da Mata avançará ainda mais em qualidade de vida para todos os seus filhos.
         Que Deus e a Virgem do Carmo abençoem a caravana do bem, na certeza de que a vitória será, sobretudo, um prêmio merecido! Representará o reconhecimento do povo ao seu grande prefeito que revolucionou a história política de Borda da Mata e que, uma vez mais, haverá de provar ser possível ganhar eleição, sem corrupção.
        Um abraço a todos que batalham pelo engrandecimento de nossa cidade e até a vitória de 07 de outubro!
        Gustavo Dantas de Melo

domingo, 23 de setembro de 2012

"Voto responsável"

      Sabemos que dos seres existentes na terra, o ser humano, homem ou mulher, é o mais importante. Por isso, somos chamados reis da criação.
      Porque inteligente, o homem inventou a ciência POLÍTICA, ou seja, a arte de promover o bem comum da sociedade. O meio de encontrar os melhores caminhos para satisfazer as necessidades sociais fundamentais: alimentação, saúde, moradia, trabalho, educação, transporte, segurança e justiça, para mencionar algumas delas.
     Daí surgem as ideologias, os partidos políticos, com diversas propostas para alcançar o ideal desejado de promoção do bem comum. Isso é vivenciar democracia, onde o interesse do povo deve pairar acima de tudo. Vários caminhos para conseguir o mesmo objetivo. O bem comum, em outras palavras, seria o bem-estar coletivo, a soma do bem e da felicidade individual de cada pessoa da comunidade. Em síntese, melhor qualidade de vida, paz e justiça social, respeito aos direitos e garantias individuais, garantia de igual oportunidade para todos aos bens da vida, inclusive igualdade de acesso, mediante concurso, aos cargos públicos.
     Assim, política é atividade muito importante. Não é coisa suja e repugnante. É a “forma orgânica e institucional de promoção do bem comum”, na expressão do beato João Paulo II, em uma de suas cartas apostólicas.
   Esta é a razão do título desta modesta reflexão: “VOTO RESPONSÁVEL”. O exercício do poder político de cada cidadão, através do voto, deve ser a expressão do cumprimento de um dever sagrado. Pressupõe liberdade de escolha, prerrogativa de homens e mulheres livres, exercida de forma limpa e digna. Sobretudo, uma escolha criteriosa, consciente, após a análise dos requisitos fundamentais para a investidura de cargos eletivos: capacidade, honestidade e espírito público.
        Competência é um dom natural de inteligência e preparo para o cargo. Honestidade é a dignidade, a decência, a integridade moral da pessoa. Espírito público é a vontade de servir, de trabalhar por melhor qualidade de vida do povo, através de grandes realizações para o bem comum de todos.
        Estes são os critérios que devem conduzir a nossa opção honesta e sincera. Importa que a nossa escolha recaia sobre aqueles homens e mulheres que realmente tenham qualidades indispensáveis e o desejo de bem servir à coletividade.
      Nós somos responsáveis pelo futuro de nossa terra!
      Borda da Mata, 23 de setembro de 2012.
      Gustavo Dantas de Melo

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

"A virtude está no meio"

         Os romanos tinham notável poder de síntese. Possuíam provérbios que expressam grande sabedoria. Os afeiçoados ao Direito sabem disso, pois o linguajar forense é rico nesse sentido. Um desses adágios revela uma verdade incontestável: “IN MEDIO VIRTUS”.
Sem dúvida, “no meio termo está a virtude”. Esta é uma realidade que constatamos, dia a dia, nos relacionamentos com as pessoas e observamos nos fatos e acontecimentos da vida. Basta ter olhos para enxergar e bom senso para analisar, criteriosamente, tudo o que sucede à nossa volta. A vida é um constante aprendizado e quanto mais avançamos em idade, mais experientes ficamos. Isso ocorre em razão da soma de vivências, que, paulatinamente, nos fornecem farto material para exames e conclusões seguras.
Dessas observações, ficamos convencidos de que no meio está a virtude”. Como se diz: “nem tanto ao céu, nem tanto à terra.” É um ponto de equilíbrio necessário e ideal para nortear a conduta humana. De fato, todo e qualquer tipo de fanatismo é prejudicial, inconveniente e até condenável. Seja no campo religioso ou dos vícios; dos estudos, do trabalho ou do lazer; da participação na política ou na vida comunitária, em tudo, enfim, deve haver a medida certa. Incontestavelmente, a virtude está no meio termo”. Ninguém tolera, por exemplo, o fanático que dia e noite outra coisa não faz senão discutir religião. Da mesma forma, bebida em excesso gera dependência e vira alcoolismo. Até o trabalho, fonte do bem e da riqueza, em demasia põe em perigo a saúde e a própria vida.
A agitação da vida moderna aliena o homem, afasta-o da meditação tão necessária para analisar e repensar, muitas vezes, a sua caminhada. Desde cedo ligamos o rádio, a TV, muitas vezes até a caminho do trabalho. Não temos tempo para nada. Isso não é bom.
Em princípio, o homem pode desfrutar praticamente de tudo o que a vida lhe pode oferecer, desde que o faça com consciência e equilíbrio. Não é fácil, porém, o auto controle, a disciplina, o conhecimento dos limites. Daí não raras vezes o ser humano se perde nos excessos prejudiciais. Sem domínio de si mesmo, age como um carro sem breque na descida, rumo ao precipício. Impossível contê-lo ... Inevitável a colisão, acaba sofrendo duras conseqüências.
Por isso mesmo, é muito importante o auto conhecimento, saber dos seus próprios limites. Enfim, preparar-se para tudo, pois as solicitações do cotidiano são inúmeras e a sua participação necessária e mesmo indispensável. Para tanto, deve o homem buscar até encontrar a sua medida, o seu ponto de equilíbrio. Assim agindo, poderá, sem medo, fazer o que gosta e sentir o prazer de viver, na certeza de que “a virtude está no meio”.
Borda da Mata, 19 de setembro de 2.012.
Gustavo Dantas de Melo
(Matéria extraída de meu livro "Reflexões", páginas 27/28, Editora APMP, São Paulo, 2001)

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

"A Escola da Vida"

         A maturidade nos ensina que a vida passa celeremente. Ensina também que os mais velhos aprenderam muito com os acontecimentos do dia a dia. Este aprendizado é de um valor imenso. Por esta razão o idoso deve ser respeitado e ouvido, atentamente, pelos mais novos. Principalmente os filhos precisam prestar atenção nos ensinamentos de seus pais, que buscam preservá-los de erros e sofrimentos.
          Prazerosamente, trago para cá crônica de minhas "Reflexões", focalizando esta grande verdade existencial, a vivência, fonte de experiências e conhecimentos valiosos.
         "Quando o jovem presta o serviço militar, ingressando na fileiras do Exército Nacional, passa a ouvir muitas vezes a frase: “antigüidade é posto”. Isso significa que, hierarquicamente, o soldado mais antigo em qualquer cargo é mais graduado do que o outro da mesma função e patente. É um prêmio à vivência, que traz mais conhecimentos e experiência ao militar.
Na vida fora do quartel acontece o mesmo. Cada pessoa é o resultado de uma soma de vivências que passa a constituir a sua bagagem. “Vivendo e aprendendo”, como diz o refrão popular que retrata e proclama uma realidade indiscutível da filosofia existencial.
Eis a razão pela qual é sempre muito perigoso julgar-se alguém “a priori”, sem conhecê-lo na essência dos seus atos, ignorando as razões últimas da sua conduta. Talvez por essa razão, Jesus tenha recomendado a seus discípulos:
Não julguem para não serem julgados, ou na mesma medida que julgarem os outros, também serão julgados”.
Em outras palavras, os afoitos, os que fazem juízos apressados, não se queixem quando submetidos forem a julgamentos sumários, a toques de caixa, injustiçados sem melhor exame das provas e das intenções.
A ponderação, a prudência e o equilíbrio via de regra são virtudes dos mais avançados em idade. Isso acontece exatamente pelo fato da experiência acumulada pelos anos. Os jovens são geralmente impetuosos, enquanto os mais velhos sabem quanto é importante pesquisar a causa e os motivos de todos os acontecimentos.
No exemplo bíblico da mulher adúltera que a lei de Moisés, “a priori”, mandava que ela fosse apedrejada pela multidão, o próprio Jesus mostrou que a lei era hipócrita e covarde. A sabedoria inata do Mestre recomendava um exame mais profundo daquela norma:
Aquele que não tiver pecado, atire a primeira pedra”.
E o que aconteceu? - Todos sem exceção, jovens, adultos e anciãos, foram saindo pouco a pouco, até que não ficou mais ninguém para a execução da pena infame.
E então, mulher, alguém te apedrejou?
- Não, Senhor, todos se retiraram.
- Pois bem, ninguém te condenou e eu também não te condeno. Vai e não peques mais.”
De fato, um exame detido e criterioso dos motivos dos fatos que acontecem na vida de cada um é uma fonte de conhecimentos. Levam-nos muitas vezes a um juízo de absolvição do outro, quando, aparentemente, seria de condenação. Todos os fatos sem exceção servem para nos enriquecer, mesmo os episódios de sofrimento. Por isso mesmo a “Escola da Vida” é muito importante. Ela acaba nos mostrando o equívoco dos juízos precipitados e nos ajuda a ter calma e encontrar o melhor caminho para análise e solução dos problemas que nos afligem no dia a dia."
Borda da Mata, 03 de setembro de 2012.
Gustavo Dantas de Melo
(Matéria extraída de meu livro "Reflexões", Edições APMP 2001, pags. 23 e 24, São Paulo).