Introdução

Seja bem-vindo a este “blog”!

O meu objetivo é o de colaborar para a construção de um mundo melhor. Com este intento, pretendo que este espaço seja recheado de pensamentos, poemas, poesias, quadras e textos de minha autoria e de autores diversos.

Espero que a leitura das matérias aqui publicadas lhe tragam descontração e prazer.

Meus dados biográficos:

Gustavo Dantas de Melo, natural de Borda da Mata/MG. Sou filho dos saudosos Agenor de Melo e Maria Dantas de Melo. Casei-me com Maria Jóia de Melo, filha do comerciante Luiz Jóia Orlandi e Maria Delfino Jóia, donos do antigo “Bar do Ponto”, que serviu como o primeiro terminal rodoviário de Borda da Mata. São nossos filhos: Regina Maria (namorado Rafael), Luiz Gustavo (casado com Adriana), Rosana Maria (casada com Darnei) e Renata. Netos, por ordem de chegada: Gabriel, Mariana, Gustavo, Ana Júlia, João Vítor e Ana Luíza.

Advogado, professor secundário e universitário. Promotor de Justiça dos Estados de Minas Gerais e de São Paulo, tendo sido titular das Comarcas de Bueno Brandão/MG, São Luiz do Paraitinga, Cruzeiro, Mogi das Cruzes e São Paulo. Encerrei a carreira ministerial como Procurador de Justiça de São Paulo/SP. Atualmente, exerço a advocacia em Borda da Mata, minha cidade natal e na região do Sul de Minas Gerais.

Autor da obra “Reflexões”, editada pela APMP, em 2001, uma coletânea selecionada de artigos publicados durante o período em que fui diretor chefe do jornal “A Cidade” de Borda da Mata. Em 2009, trouxe à lume minhas “Farpas do Coração”, um livro de memórias, em que registro fatos vivenciados em quase meio século de vida familiar, social e profissional. Ao mesmo tempo, revelo personagens e acontecimentos pitorescos da querida cidade natal, transmitindo, sobretudo, minha experiência ministerial e vivência na cátedra do magistério universitário, ao abordar temas políticos e jurídicos de manifesto interesse nacional.



quarta-feira, 10 de outubro de 2012

"O melhor ensinamento"

        Como devem saber, a "Guarda Mirim Irmã Martha" de Borda da Mata desenvolve o projeto denominado "Construção de Vidas", há 22 anos. Dentre as várias palestras que presenciei, neste último “22º Curso de Formação de Guardinhas” (2.012), sinto-me no dever de resumir a linda mensagem cristã do nosso estimado Padre Paulo Roberto de Andrade, vigário da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo. De fato, julgo importante e necessária a divulgação de tão precioso ensinamento. Senti que a luz divina resplandeceu naquela sala, enquanto sua voz ecoava ante os ouvidos atentos de nossos adolescentes.
Especificamente, o jovem sacerdote transmitiu-nos conhecimentos teológicos a respeito da essência de Deus. Sua Onipotência, Sabedoria, Poder, Amor e Misericórdia, sobretudo, sua condição de nosso PAI. Seu Amor incondicional a todos nós e, como Pai Perfeito, o seu desejo de que sejamos sempre alegres e felizes. Quem ama de verdade somente quer o bem do outro!
        Acrescentou o detalhe de que Deus nos fez homens e mulheres dotados de plena liberdade, ou “livre arbítrio”. Não somos marionetes, mas responsáveis e donos de nosso próprio destino. Não fôssemos livres, não seríamos responsáveis. Aliás, o fundamento da responsabilidade é a liberdade de agir, de escolher caminhos. Esta é a nossa dignidade de “FILHOS e HERDEIROS DE DEUS”.
        Nada de mal que nos aconteça é por vontade do Pai. O ser humano é frágil e limitado. Desde o seu nascimento, está sujeito à doenças, intempéries e à morte. Mas o seu destino final é a eternidade feliz.
        Assim, o sofrimento faz parte, é condição humana. Muitas vezes, usando mal de nossa liberdade, nós mesmos provocamos o aparecimento de enfermidades e até abreviamos nossas vidas. Por outro lado, nossa herança genética e o envelhecimento inevitável podem nos acarretar problemas de saúde.
        A dor e o sofrimento, portanto, são inerentes à condição humana de homens e mulheres mortais. E a prova maior desta verdade, esclareceu o digno sacerdote, é a vida do próprio Jesus Cristo. Vejamos o seu exemplo. Em se fazendo homem, para compartilhar da nossa natureza, passou pela cruz e pela morte.
         Daí a conclusão segura de que Deus não poupou o seu próprio e único filho, Senhor Jesus, do sofrimento e da morte. Porque humanizou-se, Cristo teve que beber o seu cálice de amargura. Somente assim cumpriu a sua missão de resgatar a humanidade, escancarando as portas do céu para todos nós.
        Quando a dor bater à nossa porta, lembremo-nos desta lição de fé maravilhosa a iluminar os breves dias de nossa vida. Chegada a hora da partida, saibamos participar do sofrimento de Cristo, purificando a nossa alma, como ouro no cadinho. Ninguém pode reclamar ou se revoltar, à luz do exemplo de Nosso Senhor. Talvez seja por esta razão que Ele falou a seus discípulos esta frase singela e lapidar:
        “Se alguém quiser vir a Mim, tome a sua cruz e siga-me!
        Borda da Mata, 10 de outubro de 2012.
        Gustavo Dantas de Melo

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

"Reconhecimento ao mérito"


        Há 22 anos procuro servir a nossa gente, através de trabalhos voluntários em vários setores sociais. Por este motivo, julgo-me no direito e dever de me manifestar a respeito da importância das eleições municipais para o destino de nossa querida Borda da Mata, cidade que tanto amamos.
        Primeiramente, quero externar o meu respeito a todos aqueles que divergem da opinião que, neste momento, peço licença para divulgar, em favor dos candidatos da “Coligação Continuidade e Compromisso”, Doutores Edmundo Silva Júnior e Rosângela Lucinda Rocha Monteiro, para prefeito e vice.
        Segundo ensinamento do Beato e Saudoso Papa João Paulo II, em sua carta apostólica “Christifideles laici”, “os leigos devem participar da política, pois ela é destinada a promover de forma orgânica e institucional o bem comum”.
        É isto o que vem fazendo o prefeito Edmundo e precisa dar continuidade ao seu notável trabalho de imenso alcance social. Vocês sabiam que ele recebeu o prêmio Juscelino Kubitschek (JK) por estar classificado entre os 100 melhores prefeitos dentre os mais de 5.000 municípios brasileiros?
        “O prêmio JK foi criado para homenagear e distinguir, em âmbito estadual e nacional, os melhores prefeitos de Minas Gerais, administradores que, segundo os padrões juscelinistas, são realmente bons no que têm feito em todas as áreas, competentes na realização de obras, transparentes no trato da coisa pública, sensíveis às dificuldades e carências do povo” (Prêmio JK, www.google).
        Assim, o prêmio concedido representa o reconhecimento público, a nível estadual e nacional, de técnicos em administração pública que julgam o trabalho extraordinário de grandes prefeitos. E se Edmundo, em tão pouco tempo à frente dos destinos de nosso município, foi considerado prefeito exemplar, imaginem em mais 4 anos de administração quantos benefícios deveremos receber, melhorando cada vez mais, a qualidade de vida de nossa população?
        Edmundo é, sem dúvida alguma, o prefeito por excelência, o prefeito revelação, o prefeito por vocação de bem servir, o prefeito que provou ser possível vencer e fazer política sem corrupção. Ele preenche os requisitos de um verdadeiro homem público: competência, honestidade, espírito público ou desejo de servir o seu semelhante.
        Acompanhamos sua campanha anterior e sua administração, desde o início. Homem inteligente, sensível e transparente. Escolheu, sem preconceitos e absoluta imparcialidade, sua equipe de governo, acercando-se de pessoas de bem. Por suas escolhas corretas, montou uma equipe que, sob seu comando, foi capaz de arranjar a casa em desordem e, com dinamismo e trabalho incansável, soube alavancar o progresso deste município. Suas obras são conhecidas do povo, feliz e agradecido, que aprendeu a amar e respeitar este prefeito. Suas grandes realizações beneficiaram a todos os munícipes, sem qualquer distinção, porque feitas com amor e sem ódio ou rancor, beneficiando a amigos e inimigos políticos. Estão aí para quem quiser enxergar e, por absurdo, há quem insista em não reconhecer o seu grande trabalho.
        Vale a pena citar algumas de suas realizações: aquisição de 21 novos veículos, dentre estes duas “patrois”, uma carregadeira, dois caminhões e uma retro escavadeira, dinamizando a conservação de estradas. Todas as equipes do Programa de Saúde Familiar (PSF), aumentadas em duas (totalizando cinco), possuem veículos próprios. Uma UTI móvel para a saúde, ônibus e “vans” para conduzir diariamente pacientes a Pouso Alegre, Campinas e São Paulo.
       Ampliação e reforma da Escola Municipal Benedita Braga Cobra; ampliação e reforma da Escola Municipal da Santa Cruz; reforma e ampliação da Creche Madre Tereza que antes atendia apenas 90 crianças; construção da Creche “CEMEI” Ana Cabral dos Santos, ampliando a rede para 440 vagas e ainda está para chegar o “CEMEI” do Bairro Santa Rita, com mais 300 vagas, totalizando 740; merenda escolar de primeiro mundo melhorando a saúde das crianças; implantação do sistema “COC” de ensino, a nível igual ao dos colégios particulares; academias ao ar livre, aprimorando a educação física da população, refletindo na saúde das pessoas de todas as idades, na linha filosófica do provérbio latino "mens sana in corpore sano"; ampliação de remédios gratuitos, chegando ao fantástico fornecimento de quase o triplo do governo anterior.
        Asfaltos e calçamentos gratuitos em 134 ruas do município, o que eliminou poeira e barro, representando conforto e saúde para as famílias beneficiadas; manutenção das estradas rurais com brita preta, tornando-as em excelentes condições de trânsito e escoamento da produção; torres de internet e de telefonia celular em vários locais; implantação de novo sinal de TV digital na torre municipal do Santo Cruzeiro; embelezamento das praças Antônio Megale, Nossa Senhora do Carmo, São Judas Tadeu; reforma da fonte luminosa da Praça Antonio Megale; traslado do busto de Monsenhor Cintra para a Praça N. S. do Carmo, de conformidade com a lei que o aprovou.
        Agora, nesta eleição, sua equipe coligada com o Partido Verde está reforçada, especialmente pela feliz escolha da Dra. Rosângela Lucinda Monteiro, médica conceituada e querida em nosso município, para Vice-prefeita. Ela tem competência e conhecimento na área da saúde a que se dedica há mais de 20 anos. Sua participação veio enriquecer a equipe de Edmundo e representa a certeza de melhorar ainda mais a qualidade do atendimento à população neste importante setor da administração municipal. Além disso, de se ressaltar a excelência dos 18 homens e mulheres honrados, candidatos a Vereador. É a união de forças para a promoção do bem comum de nossa população.
        A caravana está enriquecida, preparada e reforçada. Sabemos que o prefeito revelação e sua equipe estão trabalhando a pleno vapor. No próximo mandato, mais experientes e, com certeza, ungidos pelo voto livre do nosso povo agradecido, Borda da Mata avançará ainda mais em qualidade de vida para todos os seus filhos.
         Que Deus e a Virgem do Carmo abençoem a caravana do bem, na certeza de que a vitória será, sobretudo, um prêmio merecido! Representará o reconhecimento do povo ao seu grande prefeito que revolucionou a história política de Borda da Mata e que, uma vez mais, haverá de provar ser possível ganhar eleição, sem corrupção.
        Um abraço a todos que batalham pelo engrandecimento de nossa cidade e até a vitória de 07 de outubro!
        Gustavo Dantas de Melo

domingo, 23 de setembro de 2012

"Voto responsável"

      Sabemos que dos seres existentes na terra, o ser humano, homem ou mulher, é o mais importante. Por isso, somos chamados reis da criação.
      Porque inteligente, o homem inventou a ciência POLÍTICA, ou seja, a arte de promover o bem comum da sociedade. O meio de encontrar os melhores caminhos para satisfazer as necessidades sociais fundamentais: alimentação, saúde, moradia, trabalho, educação, transporte, segurança e justiça, para mencionar algumas delas.
     Daí surgem as ideologias, os partidos políticos, com diversas propostas para alcançar o ideal desejado de promoção do bem comum. Isso é vivenciar democracia, onde o interesse do povo deve pairar acima de tudo. Vários caminhos para conseguir o mesmo objetivo. O bem comum, em outras palavras, seria o bem-estar coletivo, a soma do bem e da felicidade individual de cada pessoa da comunidade. Em síntese, melhor qualidade de vida, paz e justiça social, respeito aos direitos e garantias individuais, garantia de igual oportunidade para todos aos bens da vida, inclusive igualdade de acesso, mediante concurso, aos cargos públicos.
     Assim, política é atividade muito importante. Não é coisa suja e repugnante. É a “forma orgânica e institucional de promoção do bem comum”, na expressão do beato João Paulo II, em uma de suas cartas apostólicas.
   Esta é a razão do título desta modesta reflexão: “VOTO RESPONSÁVEL”. O exercício do poder político de cada cidadão, através do voto, deve ser a expressão do cumprimento de um dever sagrado. Pressupõe liberdade de escolha, prerrogativa de homens e mulheres livres, exercida de forma limpa e digna. Sobretudo, uma escolha criteriosa, consciente, após a análise dos requisitos fundamentais para a investidura de cargos eletivos: capacidade, honestidade e espírito público.
        Competência é um dom natural de inteligência e preparo para o cargo. Honestidade é a dignidade, a decência, a integridade moral da pessoa. Espírito público é a vontade de servir, de trabalhar por melhor qualidade de vida do povo, através de grandes realizações para o bem comum de todos.
        Estes são os critérios que devem conduzir a nossa opção honesta e sincera. Importa que a nossa escolha recaia sobre aqueles homens e mulheres que realmente tenham qualidades indispensáveis e o desejo de bem servir à coletividade.
      Nós somos responsáveis pelo futuro de nossa terra!
      Borda da Mata, 23 de setembro de 2012.
      Gustavo Dantas de Melo

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

"A virtude está no meio"

         Os romanos tinham notável poder de síntese. Possuíam provérbios que expressam grande sabedoria. Os afeiçoados ao Direito sabem disso, pois o linguajar forense é rico nesse sentido. Um desses adágios revela uma verdade incontestável: “IN MEDIO VIRTUS”.
Sem dúvida, “no meio termo está a virtude”. Esta é uma realidade que constatamos, dia a dia, nos relacionamentos com as pessoas e observamos nos fatos e acontecimentos da vida. Basta ter olhos para enxergar e bom senso para analisar, criteriosamente, tudo o que sucede à nossa volta. A vida é um constante aprendizado e quanto mais avançamos em idade, mais experientes ficamos. Isso ocorre em razão da soma de vivências, que, paulatinamente, nos fornecem farto material para exames e conclusões seguras.
Dessas observações, ficamos convencidos de que no meio está a virtude”. Como se diz: “nem tanto ao céu, nem tanto à terra.” É um ponto de equilíbrio necessário e ideal para nortear a conduta humana. De fato, todo e qualquer tipo de fanatismo é prejudicial, inconveniente e até condenável. Seja no campo religioso ou dos vícios; dos estudos, do trabalho ou do lazer; da participação na política ou na vida comunitária, em tudo, enfim, deve haver a medida certa. Incontestavelmente, a virtude está no meio termo”. Ninguém tolera, por exemplo, o fanático que dia e noite outra coisa não faz senão discutir religião. Da mesma forma, bebida em excesso gera dependência e vira alcoolismo. Até o trabalho, fonte do bem e da riqueza, em demasia põe em perigo a saúde e a própria vida.
A agitação da vida moderna aliena o homem, afasta-o da meditação tão necessária para analisar e repensar, muitas vezes, a sua caminhada. Desde cedo ligamos o rádio, a TV, muitas vezes até a caminho do trabalho. Não temos tempo para nada. Isso não é bom.
Em princípio, o homem pode desfrutar praticamente de tudo o que a vida lhe pode oferecer, desde que o faça com consciência e equilíbrio. Não é fácil, porém, o auto controle, a disciplina, o conhecimento dos limites. Daí não raras vezes o ser humano se perde nos excessos prejudiciais. Sem domínio de si mesmo, age como um carro sem breque na descida, rumo ao precipício. Impossível contê-lo ... Inevitável a colisão, acaba sofrendo duras conseqüências.
Por isso mesmo, é muito importante o auto conhecimento, saber dos seus próprios limites. Enfim, preparar-se para tudo, pois as solicitações do cotidiano são inúmeras e a sua participação necessária e mesmo indispensável. Para tanto, deve o homem buscar até encontrar a sua medida, o seu ponto de equilíbrio. Assim agindo, poderá, sem medo, fazer o que gosta e sentir o prazer de viver, na certeza de que “a virtude está no meio”.
Borda da Mata, 19 de setembro de 2.012.
Gustavo Dantas de Melo
(Matéria extraída de meu livro "Reflexões", páginas 27/28, Editora APMP, São Paulo, 2001)

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

"A Escola da Vida"

         A maturidade nos ensina que a vida passa celeremente. Ensina também que os mais velhos aprenderam muito com os acontecimentos do dia a dia. Este aprendizado é de um valor imenso. Por esta razão o idoso deve ser respeitado e ouvido, atentamente, pelos mais novos. Principalmente os filhos precisam prestar atenção nos ensinamentos de seus pais, que buscam preservá-los de erros e sofrimentos.
          Prazerosamente, trago para cá crônica de minhas "Reflexões", focalizando esta grande verdade existencial, a vivência, fonte de experiências e conhecimentos valiosos.
         "Quando o jovem presta o serviço militar, ingressando na fileiras do Exército Nacional, passa a ouvir muitas vezes a frase: “antigüidade é posto”. Isso significa que, hierarquicamente, o soldado mais antigo em qualquer cargo é mais graduado do que o outro da mesma função e patente. É um prêmio à vivência, que traz mais conhecimentos e experiência ao militar.
Na vida fora do quartel acontece o mesmo. Cada pessoa é o resultado de uma soma de vivências que passa a constituir a sua bagagem. “Vivendo e aprendendo”, como diz o refrão popular que retrata e proclama uma realidade indiscutível da filosofia existencial.
Eis a razão pela qual é sempre muito perigoso julgar-se alguém “a priori”, sem conhecê-lo na essência dos seus atos, ignorando as razões últimas da sua conduta. Talvez por essa razão, Jesus tenha recomendado a seus discípulos:
Não julguem para não serem julgados, ou na mesma medida que julgarem os outros, também serão julgados”.
Em outras palavras, os afoitos, os que fazem juízos apressados, não se queixem quando submetidos forem a julgamentos sumários, a toques de caixa, injustiçados sem melhor exame das provas e das intenções.
A ponderação, a prudência e o equilíbrio via de regra são virtudes dos mais avançados em idade. Isso acontece exatamente pelo fato da experiência acumulada pelos anos. Os jovens são geralmente impetuosos, enquanto os mais velhos sabem quanto é importante pesquisar a causa e os motivos de todos os acontecimentos.
No exemplo bíblico da mulher adúltera que a lei de Moisés, “a priori”, mandava que ela fosse apedrejada pela multidão, o próprio Jesus mostrou que a lei era hipócrita e covarde. A sabedoria inata do Mestre recomendava um exame mais profundo daquela norma:
Aquele que não tiver pecado, atire a primeira pedra”.
E o que aconteceu? - Todos sem exceção, jovens, adultos e anciãos, foram saindo pouco a pouco, até que não ficou mais ninguém para a execução da pena infame.
E então, mulher, alguém te apedrejou?
- Não, Senhor, todos se retiraram.
- Pois bem, ninguém te condenou e eu também não te condeno. Vai e não peques mais.”
De fato, um exame detido e criterioso dos motivos dos fatos que acontecem na vida de cada um é uma fonte de conhecimentos. Levam-nos muitas vezes a um juízo de absolvição do outro, quando, aparentemente, seria de condenação. Todos os fatos sem exceção servem para nos enriquecer, mesmo os episódios de sofrimento. Por isso mesmo a “Escola da Vida” é muito importante. Ela acaba nos mostrando o equívoco dos juízos precipitados e nos ajuda a ter calma e encontrar o melhor caminho para análise e solução dos problemas que nos afligem no dia a dia."
Borda da Mata, 03 de setembro de 2012.
Gustavo Dantas de Melo
(Matéria extraída de meu livro "Reflexões", Edições APMP 2001, pags. 23 e 24, São Paulo).

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

"O grande esportista Messias"


Dentre as "estórias" narradas em meu livro "Farpas do~Coração", quero destacar algumas. Refiro-me a episódios registrados no folclore bordamatense envolvendo o nome de um grande esportista. Trata-se de meu tio "Messias Gonçalves da Silva".
 Espero que apreciem os relatos engraçados que ora transcrevo a meu "blog", para descontração dos leitores, alguns de países distantes, detalhe que muito me honra: 
"...Não posso deixar de fazer justiça e reverenciar o nome de um grande jogador rubro-negro e, mais tarde, treinador do “América Futebol Clube”: Messias Gonçalves da Silva, meu saudoso tio. Sua selaria, localizada na Praça Monsenhor Cintra, era um recanto abençoado, onde imperava a alegria e descontração, graças ao bom humor e a bondade do tio Messias. Ele sempre foi uma figura muito especial e divertida, razão pela qual sua selaria, muitíssimo freqüentada, passou a ser o ponto de reunião dos americanos.
Verdadeiramente, Messias seleiro, além de profissional exímio e artista de selas incomparáveis, acabou fazendo parte do folclore da história bordamatense e dele se contam muitas estórias. Algumas de momentos vividos em treinos no campo do América. A mais hilariante tem como figura o Sr. Marcílio Costa Júnior, o popular “MACOJU”, na época jogador aspirante, que não gostava de ser chamado pelo apelido “Tigela”. Sabedor disso, tio Messias, na qualidade de técnico, fez uma séria advertência antes do treino:
Não admito que, nesse estádio, vocês fiquem chamando os colegas pelo apelido; alguns não gostam e exijo respeito!”
Em seguida, passou a chamar os jogadores, em voz alta, para assumir suas posições:
Gaiola, no gol de cima; Gibi e Bino, na defesa; Batata, meio de campo; Luiz Queijo, lateral esquerdo; Tigela, ponta direita...”
Algum gaiato, notando a incoerência, observou: “Sô Messias, o senhor não proibiu botar apelido em campo?”
- “Cala a boca, vagabundo! Toda regra tem exceção, é lógico que eu posso! Quem manda aqui sou eu!”
Do tio Messias existem outras várias passagens muito engraçadas, como aquela do dia em que, defronte sua oficina, tentava fazer funcionar o seu “jeep” e não conseguia. Foi então que mandou seu empregado Zé Gomes chamar o mecânico, Vinícius Leopoldino, outro grande amigo, infelizmente ambos já falecidos. Logo que Vinícius chegou, ao entrar no carro, imediatamente constatou que Messias estava tentando funcionar o “jeep”, no tranco, mas sem a chave de ignição no contacto, para risada geral...
Certo dia, viajando para Bom Repouso, como motorista de Messias, o saudoso Nego da Genica perdera o controle da direção, descendo ladeira abaixo. Após o incidente, sem maiores conseqüências, tio Messias teria comentado:
- “Bandido, se eu tivesse morrido, você iria se ver comigo!
No aniversário de seu filho, José Roberto, tio Messias lhe deu de presente uma linda bola de futebol. Assim, na atual Praça Monsenhor Cintra defronte a oficina, na época em que a criançada ali jogava, Zé Roberto passou a organizar as peladas com sua nova bola. Logicamente, tio Messias, que adorava futebol, nas horas vagas, fazia questão de ver a molecada jogando; porém, o time de Zé Roberto, que era ruim de bola, só perdia. Foi então que Messias se irritou e, em dado momento, falou alto:
Zé Roberto, filho da p., se o seu time perder outra vez, eu lhe tomo a bola!”...
Das estórias que são contadas a seu respeito, há uma outra fantástica. Certa vez, em viagem de negócios a São Paulo, ao chegar na estação rodoviária, houve por bem pegar um táxi, pretendendo visitar seu sobrinho, meu mano Narcy de Mello, que então morava na Rua Icem, no bairro Tatuapé. Ficou na fila e, ao chegar sua vez, entrou na porta traseira do táxi, ordenando ao motorista:
- “Leva-me pra casa do Narcy”.
Por uma dessas absurdas coincidências que a vida pode reservar a nós mortais, o taxista era nada mais nada menos do que nosso conterrâneo Biasinho, filho do saudoso casal Biase e Ana Paolielo, que, laconicamente, ter-lhe-ia respondido:
- “Pois não, sô Messias!”...
Outra estória do folclórico tio Messias teria acontecido em sua viagem a Belo Horizonte, na companhia de correligionários políticos, para se avistar com o deputado Cristóvão Chiaradia, grande e saudoso amigo dos bordamatenses, de quem Borda da Mata recebeu apoio, durante vários anos, para a realização de suas maiores obras públicas. Lá em BH, quando todos estavam reunidos com o deputado, no último andar de um dos maiores edifícios da capital mineira, chamaram o tio Messias para ver o chefe de estado estrangeiro que, na via pública, desfilava em carro aberto. Ao olhar para baixo, sentindo-se atordoado pela zonzura, Messias saiu de gatinho, resmungando:
Presidente da p. que p.!”
Esse era o meu saudoso tio Messias, desbocado na sua simplicidade de homem rude, mas com um coração imenso de bondade, cheio de carinho e solidariedade especialmente para seus sobrinhos que tanto amou!
Que Deus lhe tenha preparado um cantinho no céu de Borda da Mata, onde repousa em paz e profundamente feliz! ..."
Borda da Mata, 23 de agosto de 2.012.
Gustavo Dantas de Melo
(Extraído de "Farpas do Coração", 2009, págs. 96 a 99, Editora APMP, São Paulo).

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

"Quando o fim é progredir"

      Em meus guardados, encontrei um texto maravilhoso. Desconheço seu autor. Só posso afiançar-lhes que o conteúdo da matéria é da melhor qualidade. Ressoa como um brado de alerta para todos aqueles que
se mostram insensíveis ao problema crucial da degradação da natureza e poluição do meio ambiente. Oxalá possa servir de alarme aos adoradores do deus cifrão ($), despertando-os para os valores maiores da Vida e do Amor, de que a natureza é um grito revelador.
     Na certeza da aprovação dos que me honram com sua visita, é meu dever solicitar-lhes que  transmitam o texto aos amigos e parentes. O que é bom merece ampla divulgação. Um dia, talvez - quem sabe? - a conscientização de tais valores possibilite desfrutarmos de um mundo melhor:
      "Há milhares de anos o universo existia em harmonia. Os ciclos de escuridão e luz se alternavam periodicamente. As estrelas nasciam, brilhavam e explodiam. Sempre o mesmo ciclo. Harmonia. Tranqüilidade. A luz fez um planeta fértil. Plantas surgiram. A harmonia continuou. Animais surgiram. Sucederam as eras geológicas. Surgiu, então, o homem. O homem não se contentou com os ciclos naturais. Construiu ferramentas e com estas ergueu as cidades, afastando-se até das memórias dos campos, da vida simples e natural. A harmonia se despedaçou.
      Ao homem foi dado o domínio da tecnologia, mas ele a usou para a destruição. Foi dada também a conquista do meio, mas ele o converteu em sua própria prisão. As florestas foram arrasadas. A atmosfera foi poluída. Enfim, a Terra criou o homem e foi destruída por sua criação.
      Os mais sábios tentaram impedir o progresso, mas o lucro do momento fechou os ouvidos do homem. A avalanche continuou. Cada um competiu para transformar uma parte maior do todo. Ignoraram completamente o ciclo natural. Materialismo passou a ser o novo indicador.
      O progresso abalou o homem até onde a ambição alcança. Ele cada vez sabe mais, consegue mais e constrói mais. Só que não percebe, em sua escalada, a possibilidade da queda. Quando ele se der conta dos abusos que comete, será tarde demais para voltar.
      Há tempos a questão da preservação do meio ambiente entrou no dia-a-dia das discussões do mundo inteiro. O excesso de poluição emitida pelas indústrias e automóveis e a devastação das florestas são as principais causas do efeito estufa e finalmente se tornaram motivo de preocupação. Contudo, até agora, os resultados pró-natureza são insignificantes perto dos prejuízos causados a ela.
      Essa diferença tem razões econômicas. Não é simples nem vantajoso uma fábrica que emite grande quantidade de poluentes comprar equipamentos que amenizam tal emissão. O mesmo acontece com automóveis, grandes vilões do ar nas cidades. Segundo reportagens, carros e ônibus velhos poluem quarenta vezes mais do que os novos, e não é por falta de vontade que os donos não os trocam, e sim por falta de dinheiro. Concluímos, então, que o mundo capitalista inviabiliza um acordo com o meio ambiente e, enquanto isso, o planeta adoece.
      Outros problemas é a falta de informação e educação ambiental. Muitas pessoas ainda desconhecem os malefícios do efeito estufa, como, por exemplo, o aumento da temperatura e, como conseqüência, a intensificação das secas. Esse desconhecimento somado ao egoísmo e descaso humano trazem-nos uma visão de futuro pessimista. Das poucas pessoas cientes desse problema, muitas não o levam a sério e não tentam mudar suas atitudes buscando uma solução. Enquanto os efeitos dos nossos atos não atingirem proporções mais danosas, permaneceremos acomodados com a situação, deixando para nossas futuras gerações o dever de “consertar” o meio ambiente.
      A triste conclusão a que chegamos é a de que a prudência e o bom senso do ser humano não são mais fortes que a sua ambição e egoísmo. Estamos destinados a morrer no planeta que matamos..."
      Borda da Mata, 17 de agosto de 2.012.
      Gustavo Dantas de Melo