Introdução

Seja bem-vindo a este “blog”!

O meu objetivo é o de colaborar para a construção de um mundo melhor. Com este intento, pretendo que este espaço seja recheado de pensamentos, poemas, poesias, quadras e textos de minha autoria e de autores diversos.

Espero que a leitura das matérias aqui publicadas lhe tragam descontração e prazer.

Meus dados biográficos:

Gustavo Dantas de Melo, natural de Borda da Mata/MG. Sou filho dos saudosos Agenor de Melo e Maria Dantas de Melo. Casei-me com Maria Jóia de Melo, filha do comerciante Luiz Jóia Orlandi e Maria Delfino Jóia, donos do antigo “Bar do Ponto”, que serviu como o primeiro terminal rodoviário de Borda da Mata. São nossos filhos: Regina Maria (namorado Rafael), Luiz Gustavo (casado com Adriana), Rosana Maria (casada com Darnei) e Renata. Netos, por ordem de chegada: Gabriel, Mariana, Gustavo, Ana Júlia, João Vítor e Ana Luíza.

Advogado, professor secundário e universitário. Promotor de Justiça dos Estados de Minas Gerais e de São Paulo, tendo sido titular das Comarcas de Bueno Brandão/MG, São Luiz do Paraitinga, Cruzeiro, Mogi das Cruzes e São Paulo. Encerrei a carreira ministerial como Procurador de Justiça de São Paulo/SP. Atualmente, exerço a advocacia em Borda da Mata, minha cidade natal e na região do Sul de Minas Gerais.

Autor da obra “Reflexões”, editada pela APMP, em 2001, uma coletânea selecionada de artigos publicados durante o período em que fui diretor chefe do jornal “A Cidade” de Borda da Mata. Em 2009, trouxe à lume minhas “Farpas do Coração”, um livro de memórias, em que registro fatos vivenciados em quase meio século de vida familiar, social e profissional. Ao mesmo tempo, revelo personagens e acontecimentos pitorescos da querida cidade natal, transmitindo, sobretudo, minha experiência ministerial e vivência na cátedra do magistério universitário, ao abordar temas políticos e jurídicos de manifesto interesse nacional.



quarta-feira, 8 de agosto de 2012

"A riqueza da simplicidade"

Os orgulhosos não podem ser felizes. Embora se julguem auto-suficientes, poderosos e incapazes de errar, no fundo bem conhecem suas limitações. É que a vaidade não os deixa admitir que são falhos, porque erros não são próprios de semideuses. E quando se defrontam com as suas imperfeições, sentem como que a casa caindo sobre suas cabeças. Sofrem atrozmente, pois, presunçosos, até haviam esquecido da realidade de que os seres humanos estão sujeitos à falibilidade.
Já as pessoas simples refletem a beleza de suas almas e são doces como o mel. Via de regra, tolerantes e bondosas, conscientes de que são passíveis de erros que procuram evitar, mas sempre dispostos a reconhecê-los. Por isso mesmo, mostram-se sorridentes, satisfeitas, despreocupadas, solícitas, disponíveis e atenciosas.
Pobreza não significa simplicidade, nem riqueza significa orgulho. Há pobres orgulhosos e ricos de extrema simplicidade, do mesmo modo que conhecemos ricos pobres e pobres ricos. É uma questão existencial que os fatos da vida e os meios de comunicação vão nos revelando. Basta termos olhos para enxergar e ler, e ouvidos para escutar.
Em minhas atividades profissionais, tive a oportunidade de identificar muitas vezes pessoas de ambas as espécies: vaidosas e simples. Também, com relação a ricos e pobres, pude sentir de perto muitíssimas vezes e ver confirmado o sábio ditado popular de que O POUCO COM DEUS É MUITO e O MUITO, SEM DEUS, É NADA.
Em Mogi das Cruzes, trabalhei seis anos na 3ª Promotoria com Walter Cruz Swensson, então titular da Terceira Vara, um dos melhores e mais dignos magistrados que conheci, hoje Desembargador aposentado do Egrégio Tribunal de Justiça de São Paulo. Modelo de juiz, pai de família, colega e amigo. É ele a simplicidade e a bondade em pessoa, alguém que, no exercício de suas nobres funções, sempre teve o maior respeito no trato com o ser humano.
Por outro lado, quando Promotor de Justiça da Comarca de Cruzeiro, ouvi rumores de que na vizinha cidade de Cachoeira Paulista alguém que lá exercia o cargo de Juiz fora cognominado O PRÍNCIPE”. É que Sua Excelência, de forma inusitada, ordenava que todas as audiências, por mais simples que fossem, se iniciassem com pregão pelo oficial de justiça.
E, sumamente vaidoso, fazia questão absoluta de que, após a menção dos nomes das partes e dos advogados, fosse anunciada, solenemente, como na época dos reis, a entrada do nobilíssimo e meritíssimo no recinto, ocasião em que todos se levantavam, reverentemente. Por essa razão, não deu outra: a sapiência popular, estranhando aquele procedimento incomum, foi logo encontrando a denominação super adequada: Fulano de Tal, o Príncipe.”
É pena que tantos se esqueçam da “lição da manjedoura” e de que são simples mortais! Será que vale a pena tanta arrogância, poder e vaidade?
Hitler foi um dos mais poderosos homens da terra e se julgava pertencente a uma raça superior. Seu orgulho o levou à prática de crimes contra a humanidade. Daí outro não poderia ser o epílogo de sua vida senão o desespero e o suicídio.
Os simples e humildes, porém, encontram e encontrarão sempre melhor sorte e, com certeza, além da admiração e do respeito que desfrutam dos seus concidadãos, possuirão a terra prometida nas bem-aventuranças ...
Borda da Mata, 08 de agosto de 2.012.
Gustavo Dantas de Melo
(Crônica extraída de meu livro "Reflexões", editado em 2001, edição APMP, págs. 29/30)

domingo, 29 de julho de 2012

"O Melhor da Festa do Milho"


      Há alguns dias, tive o prazer de ler um comentário fantástico (“A Fila”, publicado na página 02 da edição “214”, do Jornal “A cidade”, em 15/07/2012), de autoria da minha amiga Maristela Matos, a respeito da Festa do Milho. Naquela rica matéria, a articulista ressaltou a beleza do extraordinário trabalho conjunto de centenas de pessoas voluntárias unidas (800), para fazer acontecer esta festa tradicional da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo.
     Dentre tantos lindos momentos artísticos que enriqueceram as apresentações da barraca central, presenciamos o “show” organizado pela “Oficina de Lazer, Cultura e Iniciação Profissional”, atualmente sob a regência de sua presidente, Professora Maria Rita Costa Bertolaccini, com a participação de dois outros membros da diretoria, Poli Brandani e Professor Antônio Carlos de Rezende.
      O trabalho que a Oficina vem realizando em nossa cidade, com apoio do Poder Judiciário, do Ministério Público e do Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente, é de valor inestimável. Trata-se da educação artística de crianças, contribuindo para formação de seu caráter e personalidade. São dezenas de meninos e meninas pobres, resgatadas muitas vezes da ociosidade ou do perigo da iniciação no vício do álcool e das drogas, para trilharem os caminhos do bem.
      Apresentou-se nesta noite memorável o “CORAL DA OFICINA”, com repertório selecionado e de muito bom gosto, interpretando as seguintes canções, algumas delas de autoria das próprias crianças do Coral em parceria com Poli:

    • Para Lennon e MacCartney” (Milton Nascimento);
    • Feito Borboleta” (Fernando Guimarães)
    • Pé de Paz” (Gabriel da Silva Rocha, Vítor Eduardo Santos Couto e Poli Brandani).
    • Cidade Bem Cuidada” (Helen Aparecida Pereira, Ana Luiza Silva Leopoldino, Grazielly Luísa dos Santos, Vitória Ketehen Ribeiro Moreira e Poli Brandani).
    • "Mandu" (Poli Brandani).
        Jamais poderemos esquecer de toda a imensa alegria e prazer que tomou conta da platéia, com a apresentação teatral da peça “Zé e Maria na Festa do Milho”. , interpretado pelo menino Uttoni Alfredo Brandani, com desenvoltura, naturalidade e segurança, como se já fosse um artista experiente e consagrado. Maria, interpretada pela menina Ana Luíza Silva Leopoldino, de maneira espontânea, graciosa e bela, de fazer inveja às atrizes mirins da Rede Globo de TV. Não aconteceu uma falha sequer de ambos os extraordinários artistas.
      O texto foi de precioso conteúdo, muito bem elaborado pelos responsáveis da benemérita entidade. Um sonoro e candente apelo, um brado de alerta aos prejuízos causados à humanidade pela degradação da natureza e poluição ambiental.
      Não dá para descrever em palavras, a emoção dos sentimentos que brotaram no coração da gente, ao perceber a riqueza do texto e ver a felicidade dessas crianças bonitas e seus pais, abrindo sorrisos e sentindo justificado orgulho de seus filhos.
     Nesta oportunidade, como testemunha feliz deste evento memorável, quero parabenizar os diretores da “Oficina do Bem”, as crianças e seus dignos pais. Caros amigos da Oficina, não há dinheiro que pague este seu maravilhoso trabalho, que é também de “construção de vidas”.
      Que Deus os abençoe e lhes dê saúde, paz, proteção e recompensas celestiais para que prossigam nesta relevante missão! Tenham absoluta certeza do reconhecimento público da grandeza da doação de suas horas de trabalho por causa tão nobre e de importante apoio às crianças carentes de nossa cidade!
      Como diz a canção:
       “Fica sempre um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas...”
     Borda da Mata, 29 de julho de 2.012.
     Gustavo Dantas de Melo

domingo, 22 de julho de 2012

"Fagulhas luminosas do escritor Jairo de Paula"

        Quando desfruto do prazer proporcionado pela leitura de um livro fora de série, sempre assinalo os trechos mais importantes da obra.
Ganhei um rico presente. Trata-se do livro “Desvendando a Vida”, publicado pela “Editora JP” que leva o nome do próprio autor, Professor Jairo de Paula, em terceira edição. É uma obra preciosa de um homem realmente “bendito”, que de fato é eficiente “cura para os males dos homens e da alma”, atingindo plenamente os objetivos do eminente autor.
Tomei o cuidado de selecionar algumas das “fagulhas luminosas”, uma pequena amostragem da riqueza desta autêntica jóia da literatura brasileira. Deliciem-se!
Saia do chão e alce voos. Deixe a matéria e toque o seu amor - a sua alma. Ah! se pudéssemos ver como é linda a nossa aura...”
Na essência da vida, o tempo tem outra cronologia... outro ponto fundamental do mundo é a compreensão. É preciso compreensão para ajudar seres humanos, pois muitos ainda estão sentados no banco da vingança, do ódio, da incompreensão e do orgulho. Não enxergam a luz que está próxima, trazendo a purificação, o entendimento e a paz do coração...”
É impossível ter bons frutos quando não se planta boa semente. É a relação de ação e reação. Só se colhe quando se planta... Mas nada é conquistado sem sacrifício. Assim, vale a pena a recompensa... Quem passa pela vida terrena sem responsabilidade deixa de viver, não consegue amar, não aceita e não acredita nos milagres da vida, que são um sinal do amor...”
Por isso, outra coisa que todos devem ter em mente, com muita transparência, é que a dor é inevitável e não existe aprendizado sem dor. Pois é por ela que se chega aos caminhos do Pai...”
Cuidar da vida e parar de brincar são escolhas, responsabilidade de cada pessoa. É preciso estar ciente de que seu caminho pertence a você e não ao outro, pois quem cuida de você é você mesmo. Não se pode querer tudo com perfeição, Deus dá o tempo certo para cada um se capacitar. Ninguém vem com “tudo pronto”, é uma construção...”
O homem sábio constrói sua família com fagulhas de amor... O que vem em primeiro lugar é a família, os outros serviços são apenas complementos... É um trabalho árduo, mas prazeroso... É Deus quem confia em nós e não o contrário. Mesmo com todas as agressões, estupidez e insensatez humanas. Deus nunca vira as costas, Ele está sempre nos confiando missões...”
É preciso que cada um se preocupe consigo, olhe para dentro de si e não exija a perfeição das pessoas, porque ninguém é perfeito. Não se pode exigir nada do outro, porque quem ama não exige, apenas ama... O caminho é longo, mas a vida é vasta de conhecimento... Cada um vai trilhar sua caminhada, fazer sua escolha, e ela vem de dentro, do fundo do coração, da alma. Cada um será responsável, não podendo culpar os outros pelas opções feitas...”
O ser humano precisa “humanizar-se” novamente, porque depois que foi criada toda essa modernidade de coisas, ele se esqueceu do bem comum, do amor ao próximo. Tem plantado tempestade e fica esperando bons frutos, e quando é o tempo da colheita, culpa os outros por sua própria incompetência...”
Amigos, aguardem para breve novos trechos desta obra monumental do escritor Jairo de Paula.
Borda da Mata, 22 de julho de 2.012.
Gustavo Dantas de Melo

domingo, 15 de julho de 2012

Por que Edmundo deve ser reeleito?

        Com a aproximação das eleições, o assunto em pauta é a sucessão municipal. Um de meus melhores amigos, que não me autorizou a revelar seu nome, fez comentários elogiosos a atual administração, uma das melhores de nossa história política. A seu ver, considerando minha atuação jornalística nos últimos anos, julgava necessária minha manifestação a respeito.
De fato, acabei reconhecendo que a crítica do amigo era procedente. A gratidão talvez seja o mais nobre dos sentimentos humanos. Borda da Mata recebeu inúmeros benefícios da atual administração. Por este motivo, o mínimo que nós bordamatenses podemos fazer é expressar ao benfeitor o nosso agradecimento.
Quando o cirurgião dentista, Edmundo Silva Júnior, iniciou sua campanha política nas eleições municipais de 2008, seus adversários jamais imaginaram fosse possível que ele conquistasse tão surpreendente vitória. Parecia-lhes inacreditável, mas as urnas revelaram a consagração popular do jovem político.
Eleito, o novo prefeito, sabiamente, sem preconceitos, compôs sua competente equipe de governo e colocou ordem na casa. Adotou as providências necessárias em todos os setores da administração, tornando-se excelente gestor público; enfim, uma grata revelação como prefeito modelo, dinâmico, honesto, inteligente e capaz. Sua dedicação foi total. Contra fatos não há argumentos. Suas obras estão aí, enchendo os olhos de todos nós, que sentimos justificado orgulho do prefeito que temos.
Sabemos que a Política, com “P” maiúsculo, é a arte de promover o BEM COMUM da sociedade. Este tem sido o objetivo maior, a finalidade do trabalho incansável da atual administração. Foram muitas as realizações em benefício de nossa querida população, especialmente no setor educacional. Acabamos de participar das inaugurações da ampliação e reforma da Escola Municipal Benedita Braga Cobra, da ampliação e reforma da Escola Municipal Antônio Marques da Silva, no Bairro da Santa Cruz e da inauguração do Proinfância, CEMEI Ana Cabral dos Santos. São novos cartões de visita de nossa cidade, além de nossas lindas e bem cuidadas praças. Vieram somar-se à beleza e excelência das instalações do Colégio Nossa Senhora do Carmo, do Hospital Geriátrico de primeiro mundo e de nossa Basílica Menor da Virgem do Carmo, monumento de fé e religiosidade de nosso povo.
Borda da Mata virou um canteiro de obras, que estão por aí para quem quiser enxergar, transformando a fisionomia de bairros e distritos de nosso município.
Unanimidade política é impossível alguém conseguir. Entretanto, a despeito do uivo de invejosos a arquitetar suas costumeiras intrigas e injúrias, nosso prefeito com certeza terá o reconhecimento da maioria absoluta da população. Assim, a reeleição de Edmundo Silva Júnior deverá ser o meio natural de expressão do agradecimento popular a um dos melhores prefeitos de nossa história política.
Já vai longe a época do eleitor de cabresto, do pau mandado, dos currais eleitorais. Vivemos outra era na vida política, de consciência cívica do povo contra o câncer da corrupção. O eleitor está mais informado e conhecedor do valor imenso de seu voto. Sabe distinguir quem na realidade pretende prestar serviços à população e não se servir no exercício do poder público.
Acreditamos que o povo da nossa terra saberá muito bem separar o joio do trigo. Cremos, principalmente, que nossa gente, em sua imensa maioria, possui princípios religiosos e trilha os caminhos da honestidade. Aprova e aplaude o administrador capaz e honrado. Agora que a casa está em ordem, desejará a permanência do seu prefeito, para dar continuidade ao seu excelente trabalho. É a garantia de mais quatro anos de progresso e de muitas outras realizações.
Finalmente, por tão justa causa, apesar dos dissabores previsíveis na campanha eleitoral, prazerosamente atendo a sugestão de meu prezado amigo, elaborando esta matéria em favor da reeleição do prefeito Edmundo Silva Júnior. Com certeza, a defesa desta causa está em perfeita sintonia com o desejo de todos os bordamatenses que colocam o bem de Borda da Mata acima dos partidos e dos interesses pessoais. Acredito, sem qualquer dúvida, seja esta a legítima vontade de nossa gente.
Quem viver verá o resultado das urnas...
Borda da Mata, 15 de julho de 2012.
Gustavo Dantas de Melo
(OBS: Esta matéria que foi publicada, nesta data, pelo jornal “A Cidade” de Borda da Mata/MG, na verdade foi entregue por mim ao periódico, em junho, antes da realização das convenções partidárias. Tanto isto é verdade que nenhuma alusão fiz à candidata a vice, Dra. Rosângela Lucinda Rocha Monteiro, pessoa que muito admiro e respeito. Também devo esclarecer que no conteúdo da matéria jamais pretendi fazer qualquer alusão ao Dr. Vicente Batista dos Santos, meu particular amigo, companheiro de partido e colega de profissão, cuja candidatura a prefeito ainda inexistia e somente veio enriquecer o pleito municipal).

domingo, 1 de julho de 2012

"Política e politicagem"

      O homem não vive isoladamente. É um ser social que necessita do convívio com seus semelhantes, para concretizar seus sonhos e se realizar como pessoa. Essa convivência gera necessidades essenciais, a nível individual e coletivo.
     Com sua inteligência, marca de sua origem divina, busca encontrar os meios para lhe garantir os direitos fundamentais a uma vida digna, como moradia, alimentação, saúde, trabalho, educação, transporte, comunicação, segurança e justiça. Assim, percebemos que há interesses sociais maiores, pairando acima dos particulares e que devem sempre prevalecer. Daí a razão da existência da POLÍTICA, atividade antiga, que nasceu com o próprio homem, na busca das soluções ideais para a concretização dos seus anseios.
     É também o motivo do surgimento dos partidos políticos com suas ideologias. Estas nada mais são do que propostas ou idéias sugeridas nas siglas partidárias, definindo prioridades que representam os caminhos traçados pelo homem, no desejo constante de encontrar a solução ideal para os problemas sociais.
     Eis a razão pela qual todo homem é um ser político por excelência. Como membros da sociedade em que convivemos, não devemos nem podemos ficar indiferentes à POLÍTICA. O exercício da cidadania é muito mais do que um direito. É um dever de consciência de todo cidadão, assegurado por lei e que deve ser exercido dignamente, com plena liberdade de escolha.
     No regime democrático, é natural a pluralidade dos partidos políticos. É importante que haja governo e oposição. O confronto e debate de idéias é necessário e salutar. Faz parte da democracia que assegura a todos o direito de se manifestar lealmente e com responsabilidade, coibidos os abusos do direito de liberdade.
     Conquanto diversos, os caminhos deveriam ter o mesmo ponto de convergência: o BEM COMUM da sociedade. Infelizmente tal não acontece muitas vezes, pois muitos fazem da política profissão, buscando satisfazer sua vaidade e interesses meramente pessoais. Julgam-se donos dos recursos públicos e se valem de trapaças e negociatas para engordar suas contas bancárias. Tornam-se autênticos criminosos de colarinho branco e gravata, como nos tem revelado a mídia, comprovando a corrupção política que lamentavelmente assola o nosso país.
     Há ainda políticos adeptos de um “vale tudo”. Caluniam e promovem verdadeiro “terrorismo”, sórdido e repugnante. Causam entraves ao progresso, sob o lema do “quanto pior (para o governante), melhor (para a oposição)”, na busca desenfreada do poder, a qualquer preço. Assim, fazem “oposição sistemática”, sem critério algum, esquecendo-se do devido respeito aos interesses supremos do povo de que são indignos representantes.
     Isto não é política. É politicagem baixa, rasteira e suja. Fazer POLÍTICA, com “P” maiúsculo, é se colocar na defesa dos interesses e a serviço da comunidade. Não é um meio de vida, mas uma vocação de servir e de fazer o bem à sociedade, ainda que com sacrifícios pessoais e da própria família.
     Em vista do exposto, oxalá os eleitores, nas eleições municipais que se avizinham, possam estar de olhos abertos e saibam escolher bem os seus legítimos representantes para prefeito e vereadores dos municípios brasileiros. Nós somos os responsáveis pelo futuro de nossa amada terra!
     Borda da Mata, 01 de julho de 2.012.
     Gustavo Dantas de Melo

sábado, 16 de junho de 2012

"Maledicência"

Você já observou como muitas pessoas gostam de falar mal da vida alheia. É uma verdadeira doença. Parece até que sua principal ocupação é acompanhar todas as novidades da semana, para tecer mais que depressa os seus comentários maldosos. Preocupam-se com a vida dos outros, não para ajudar a superação das dificuldades alheias, mas para opinar sobre assuntos que não lhe dizem respeito.
Os maledicentes tiram conclusões apressadas e julgam aparências como certezas. Não poupam ninguém e pouca consideração têm pela honra e o bom nome de suas vítimas. Línguas ferinas, meras suspeitas tornam-se para eles fatos consumados, em pré-julgamentos de condenação sem qualquer chance de defesa para os acusados.
Curiosamente, os feitos dignos de aplausos não lhes despertam qualquer interesse. A sua preferência é sempre para os fatos negativos da comunidade, que saboreiam como prato cheio. O sucesso dos outros os incomoda e, intimamente, morrem de inveja. Daí, a todo custo, em seus comentários procuram enxergar alguma falha, e jamais reconhecem o êxito e o valor das conquistas daqueles que, gratuitamente, têm como rivais e concorrentes.
Coitados daqueles que caem na antipatia dos maledicentes! Farão tudo para distorcer a imagem dos mesmos, para deturpar suas intenções, inventando argumentos maquiavélicos e, não raras vezes, chegam ao cúmulo de pôr palavras na boca de quem nunca as pronunciou. O que realmente buscam é diminuir o conceito e o mérito daqueles que invejam.
Tudo isto faz parte de uma personalidade mórbida e doentia que se compraz com a maledicência, um prazer sádico de manchar a imagem do trabalho do outro. No fundo, trata-se de uma pessoa frustrada, carente e de mal com a vida. Julga-se incapaz e incompetente, porque vítima de profundo complexo de inferioridade. Em última análise, um autêntico sofredor, que só mesmo a graça de Deus poderá curá-lo, transformando em carne seu coração de pedra.
Borda da Mata, 16 de junho de 2.012
Gustavo Dantas de Melo
(Crônica do meu livro "Reflexões", 2001, Editora APMP, São Paulo, pág.87).

quinta-feira, 7 de junho de 2012

"Livres e Acorrentados"


A prisão não é exclusividade dos ladrões e assassinos, que vêem o sol nascer quadrado. Lá dentro desses depósitos de gente em que se transformaram tantas cadeias, pela falência do sistema carcerário do país, podem, excepcionalmente, estar fechados homens verdadeiramente livres. Outros tantos aparentemente libertos e que transitam pelas ruas de nossas cidades, na realidade podem se sentir presos. Eles estão por aí, à solta, em todos os lugares e cidades, em constante busca e sedentos de realização, sem descobrir, contudo, o valor das coisas que o rodeiam.
Cada dia que passa traz-nos em seu bojo novas experiências. Da infância à juventude, da idade adulta à maturidade dos cinqüenta, até chegar a fase de sabedoria e prudência dos idosos vão se acumulando as vivências que nos proporcionam rico aprendizado. O trato com as pessoas na família, no trabalho, na comunidade, nos faz crescer e descobrir, pouco a pouco, o sentido de tudo. Percebemos como tantos estão apegados às coisas materiais, acorrentados a falsos valores como se fosse possível levar na urna mortuária os bens acumulados e que um dia vão deixar, irremediavelmente. É pena, mas muitos perdem mil oportunidades de fazerem o bem, de se libertarem dessas amarras, mas não têm coragem suficiente para uma decisão definitiva. São os denominados “unhas de fome”.
Por outro lado, outros são totalmente desapegados e libertos dos bens materiais, de que se utilizam em suas necessidades, sem transformá-los em deuses. Outros valores como família, amizade, convivência, comunidade, honra e solidariedade são para estes mais importantes. Não se fecham em si mesmos, mas estão sempre abertos às necessidades dos outros, à compreensão, aos problemas dos seus familiares, amigos e aos interesses superiores da comunidade em que convivem e trabalham. Felizmente, os encontramos muitos em todas as camadas da população de nossas comunidades e, de olhos abertos, os identificamos facilmente, no dia a dia.
Que espécie de pessoas somos? Em que lado nos colocamos? Somos homens livres ou prisioneiros?
A resposta cada um a encontra nos escaninhos da sua consciência, onde o espera um juiz severo e implacável.
Podemos enganar os outros, mas jamais conseguiremos fugir ao tribunal da própria consciência. Desta ninguém escapa.
Borda da Mata, 07 de junho de 2.012
Gustavo Dantas de Melo
(Crônica do meu livro "Reflexões", 2.001, Editora APMP, São Paulo, págs. 89/90).