Introdução

Seja bem-vindo a este “blog”!

O meu objetivo é o de colaborar para a construção de um mundo melhor. Com este intento, pretendo que este espaço seja recheado de pensamentos, poemas, poesias, quadras e textos de minha autoria e de autores diversos.

Espero que a leitura das matérias aqui publicadas lhe tragam descontração e prazer.

Meus dados biográficos:

Gustavo Dantas de Melo, natural de Borda da Mata/MG. Sou filho dos saudosos Agenor de Melo e Maria Dantas de Melo. Casei-me com Maria Jóia de Melo, filha do comerciante Luiz Jóia Orlandi e Maria Delfino Jóia, donos do antigo “Bar do Ponto”, que serviu como o primeiro terminal rodoviário de Borda da Mata. São nossos filhos: Regina Maria (namorado Rafael), Luiz Gustavo (casado com Adriana), Rosana Maria (casada com Darnei) e Renata. Netos, por ordem de chegada: Gabriel, Mariana, Gustavo, Ana Júlia, João Vítor e Ana Luíza.

Advogado, professor secundário e universitário. Promotor de Justiça dos Estados de Minas Gerais e de São Paulo, tendo sido titular das Comarcas de Bueno Brandão/MG, São Luiz do Paraitinga, Cruzeiro, Mogi das Cruzes e São Paulo. Encerrei a carreira ministerial como Procurador de Justiça de São Paulo/SP. Atualmente, exerço a advocacia em Borda da Mata, minha cidade natal e na região do Sul de Minas Gerais.

Autor da obra “Reflexões”, editada pela APMP, em 2001, uma coletânea selecionada de artigos publicados durante o período em que fui diretor chefe do jornal “A Cidade” de Borda da Mata. Em 2009, trouxe à lume minhas “Farpas do Coração”, um livro de memórias, em que registro fatos vivenciados em quase meio século de vida familiar, social e profissional. Ao mesmo tempo, revelo personagens e acontecimentos pitorescos da querida cidade natal, transmitindo, sobretudo, minha experiência ministerial e vivência na cátedra do magistério universitário, ao abordar temas políticos e jurídicos de manifesto interesse nacional.



quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

"É tempo de esperança"

         Depois do nascimento de Jesus, o mundo nunca mais foi o mesmo. Esse fato importantíssimo dividiu a história. O Natal do Menino Deus trouxe a Boa Nova, fez revelações que encheram de sentido a vida humana. Deus é nosso Pai e nosso destino, a eternidade feliz. Por isso, Natal e Ano Novo é tempo de festa, alegrias e de esperança.
         Mais um ano se passou no calendário da nossa existência. O nosso barco segue navegando em ondas, por vezes calmas, por vezes revoltas como a tempestade que castiga e aflige o náufrago. Mas, apesar de tudo, a rota ainda persiste e acreditamos que, ao final da jornada, a embarcação aportará em terra firme. Tudo acabará bem como nas novelas.
        Fim de ano é tempo de balanço e de renovação das esperanças. Balanço das nossas atividades, ações e omissões, o que fizemos e o que deixamos de fazer. Foram muitas as realizações, os objetivos alcançados; mas, por outro lado, também nos defrontamos com fracassos, decepções e erros cometidos. Tudo tem valor e nos é muito importante! Tudo representa para nós um rico aprendizado de experiências bem ou mal sucedidas.
        É tempo também de renovação de esperanças. Acreditar sempre em nossas potencialidades. Acreditar que, com pequenas correções de rumos e falhas, poderemos retomar as atividades com total possibilidade de êxito. As dificuldades serão superadas, com força de vontade e perseverança. Afinal, sem elas não haveria graça. São elas que dão sabor à vida, pois vale a pena enfrentá-las e sentir a alegria da superação dos obstáculos. O importante é continuar caminhando, com a certeza de que estamos na rota certa. A vitória é apenas uma questão de tempo.
          O ano de 2011 foi cheio de lutas. Não foi fácil, mas vencemos a batalha, graças ao apoio de nossos clientes, colegas de trabalho voluntário, leitores, amigos e familiares, aos quais desejamos um Ano Novo pleno de saúde, paz e grandes realizações. Foi muito bom sentir que valeu a pena o trabalho para a concretização dos ideais que abraçamos, por um mundo melhor!
          Quando as cortinas do Ano Velho se fecham, no horizonte do tempo cintila a luz do Ano Novo que se inicia, ao espocar dos fogos que anunciam a sua chegada. Oxalá 2012 seja um marco na história de Borda da Mata, de Minas e do Brasil, na expectativa do sucesso de seus governantes!
         Oxalá o mundo reencontre os caminhos da paz e os povos possam se dar as mãos, abandonando seus projetos homicidas, dispostos a baixar suas armas de destruição e morte! Que os homens de todas as nações aprendam a respeitar os direitos, a honra e a dignidade dos outros, seus irmãos, a amar a liberdade, a paz e a cultuar os valores eternos e duradouros!
          Borda da Mata, 14 de dezembro de 2.011.
          Gustavo Dantas de Melo

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

"Servir é amar"

        É bem conhecido o pensamento “Quem não vive para servir, não serve para viver”.
De fato, aquele que vive somente para si é um ser socialmente inútil. Quando isso acontece, facilmente se constata a presença do egoísta, ou quem sabe de alguém que se julga superior aos demais com quem se relaciona.
       Quem cursa as Ciências Jurídicas e Sociais, aprende logo no primeiro ano, nas lições de “Introdução ao Estudo do Direito”, que o homem é um ser social. Precisa viver em sociedade para satisfação de suas mais elementares necessidades. E vivendo em sociedade, surgem inevitáveis conflitos de interesses, impondo-se a existência de normas de convivência. Daí surgem naturalmente regras, leis disciplinadoras de conduta. Por isso, a sabedoria dos romanos sintetizou esta realidade vivencial com o refrão: “Ubi societas, ibi Jus(onde há sociedade, aí está o Direito), como se fossem faces de uma única moeda.
       Dessas considerações iniciais, se extrai a conclusão lógica de que o homem não vive só e que está na dependência de outros, para preservação de seus múltiplos interesses. Já em sua gestação no ventre materno, desde a concepção, viveu em estrita dependência de sua mãe. Após o nascimento, não sobreviveria sem a ajuda de seus pais e, depois, até a adolescência e maturidade, quantos não interferem na sua formação?
       Assim, a beleza da existência consiste em nos reconhecermos “pequenos”, na medida em que todos vivemos na dependência uns dos outros. É como se a vida fosse grande orquestra e cada um de nós um dos seus instrumentistas, para harmonia do conjunto. Cada elemento dá a sua contribuição para o resultado que todos desejam. Se alguém desafina, todo o conjunto é prejudicado. Daí ser necessário e muito bom que tenhamos dons e trabalhos diversos. O mundo, por exemplo, seria fedorento sem lixeiros.
       Ninguém, por mais importante ou poderoso que seja, pode afirmar “não preciso de ninguém”. Na primeira dor de barriga, correrá até a farmácia em busca do remédio que possa lhe curar. O dinheiro compra muita coisa, mas o amor verdadeiro não... Este é gratuito, não pede nada em troca. É um dar, sem preocupação de receber.
        Quem ama tem prazer em servir, porque o seu objetivo é fazer feliz o ser amado. Compartilha da alegria deste como se sua fosse. Ou melhor, a felicidade de quem ama é condição sem a qual não conseguiria sorrir. O amor familiar é prova eloquente dessa grande realidade ora abordada.
       Também na vida social, não podemos ficar indiferentes ao que acontece com a comunidade. A omissão é um pecado grave, que somente se justifica em caso de doença que impossibilite nossa participação. Se vivemos na mesma cidade, os problemas que a afetam nos dizem respeito, diretamente. Assim como fomos beneficiados pelas realizações que nos garantem melhor qualidade de vida, também somos prejudicados pelas omissões e falhas que prejudicam toda a comunidade.
        Portanto, servir é um mandamento cívico que deve nortear a consciência do cidadão. Colocar nossas potencialidades, gastar algumas horas, gratuitamente, em favor da comunidade, é uma atividade que sempre nos traz a alegria do dever cumprido. Se recebemos tanto de Deus e temos saúde, é um privilégio poder servir. É verdade que, numa sociedade onde parece vigorar a Lei de Gerson (LEVAR VANTAGEM EM TUDO), muitas vezes alguns julgam os outros por si próprios. Daí muitas vezes surgirem interpretações maldosas por parte daqueles que desvirtuam os atos dos que são capazes de dedicar parte do seu tempo, sem qualquer paga, para o bem e progresso dos que mais necessitam de ajuda.
      Inveja, ingratidão, incompreensão são obstáculos que, com esforço, conseguimos superar. Pena que tantos ainda não tenham aprendido a sentir o sabor e a alegria de amar e servir, desinteressadamente!...
       Borda da Mata, 09 de dezembro de 2011.
       Gustavo Dantas de Melo

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

"É Preciso se Programar Para a Vitória Desejada"

           Você já deve ter ouvido a famosa frase: “Ter tempo é questão de preferência”.
           A vida do ser humano costuma ser agitada. Mas é a pura verdade que, desde o momento em que acordamos até o adormecer, vamos consumindo o tempo ao sabor das nossas preferências. Nossa agenda normalmente está cheia de compromissos. Mas, para as coisas que gostamos de fazer, sempre temos disponibilidade. Damos um jeito. Daí a razão pela qual o pensamento ora analisado é super verdadeiro: “Ter tempo é questão de preferência”.
           O dia tem 24 horas e o período de repouso necessário é apenas de 6 a 8 horas. A jornada de trabalho, em regra, é fixada em 08 horas diárias. Sobram ainda de 8 a 10 horas. Isto significa que uma boa programação acomoda diversas atividades e ainda dá ensejo a reservarmos, pelo menos uma ou mais horas, para o lazer.
           A etapa mais difícil da vida para o cumprimento de tarefas é a adolescência, onde nosso desejo de diversões é intenso. Não é nada fácil, naquela idade, enfrentarmos o período de frequência às aulas nas escolas e ainda reservarmos tempo para os deveres diários e estudos para os exames. Toda essa programação exige muita força de vontade. Fixar um horário para as atividades do dia a dia e cumpri-lo, com fidelidade, sentando à frente dos livros, requer uma decisão firme, orientada pelo ideal a ser atingido. A tentação do ser humano de deixar para começar, amanhã, o que poderia ser iniciado hoje, é uma constante que só os fortes conseguem vencer.
          O estudante não vê a hora de terminar o curso superior e chega até a pensar que a formatura resolve todos os seus problemas. Ledo engano. Com o diploma nas mãos, devidamente registrado pelo órgão competente, aí começa uma nova batalha na profissão escolhida. Muitas dificuldades surgem na competição natural do dia a dia, exigindo um aperfeiçoamento constante em novos cursos, para adquirir os conhecimentos específicos da área profissional almejada.
          No campo do Direito, que foi a carreira que abracei, os primeiros passos na militância funcional exigem prévio aprendizado prático forense, através de estágio em escritório de advocacia. Depois, para aqueles que desejam ingressar em alguma das carreiras, dentre as muitas opções que se abrem aos bacharéis em Direito, a decisão de se preparar para um concurso, onde muitos candidatos disputam poucas vagas, exige determinação incomum. É preciso estudar muito, buscando o aperfeiçoamento, para ser o melhor e fazer, assim, a diferença. É de suma importância enriquecer o vocabulário e se preocupar com a fluência e correção do português, porque entre duas provas com respostas exatas, o examinador fará sua opção pela que apresenta linguagem mais adequada e convincente.
            Fui professor durante 16 anos e fiz vários concursos de ingresso para o Ministério Público. Conheci e vivenciei de perto o problema e, por isso, sempre procurei orientar os meus filhos e alunos sobre a necessidade de organizar a sua agenda e estudar muito, se é que querem, de fato, conseguir abraçar as carreiras que almejam exercer algum dia. Tudo que se alcança na vida pressupõe grande esforço, muitas renúncias, especial força de vontade e fé, confiando nas graças de Deus.
          Lembro-me de um pensamento que me foi transmitido por meu estimado cunhado, colega e compadre Wilson Jóia. O seu exemplo de luta obstinada para ingressar nas fileiras do Ministério Público de São Paulo ficou gravado, indelevelmente, em meu espírito quando me dizia:
Se muitos lá chegaram, também posso um dia conseguir chegar também, realizando o meu sonho”.
            Esse pensamento otimista deve iluminar a vida de todos quantos desejam vencer qualquer obstáculo, por mais difícil que possa parecer. Mas, evidentemente, “é preciso se programar para a vitória desejada”. Ninguém poderá dizer: não consegui atingir o meu ideal, por falta de tempo. Estará enganando a si próprio e ainda não vai convencer a ninguém. Se “ter tempo é questão de preferência”, na verdade apenas terá feito a sua opção preferencial de vida.
          “Diga-me onde gasta suas horas e dir-lhe-ei do que realmente gosta e o que quer realizar em sua vida”.
           Borda da Mata, 08 de dezembro de 2011.
           Gustavo Dantas de Melo

sábado, 3 de dezembro de 2011

"O maior presente"

          Com a chegada de dezembro, o Natal se avizinha. Tempo de luz e de paz em que comemoramos o aniversário do nosso Salvador. Época em que guardamos as melhores lembranças de nossa infância.
          Permitam-me republicar crônica que elaborei no final do século passado, inclusa em meu livro "Reflexões", esperando seja do agrado de meus caríssimos leitores:      
          "À medida que os anos passam, celeremente, sentimos que a vida vai se esvaindo, pouco a pouco. Não há como segurar a marcha inexorável do tempo que voa, enquanto caminhamos para a eternidade.
Há acontecimentos que marcam a nossa existência pela importância de que se revestem. São fatos que guardamos para sempre na lembrança.
Isso acontece na vida individual de cada um. Mas também na vida social há fatos significativos que passam a fazer parte da sua história. Por isso, são registrados em documentos e analisados pelos estudiosos em suas obras, constituindo-se em patrimônio cultural de um povo.
Talvez muitos ainda não se deram conta de um fato histórico da maior importância: O Nascimento de Jesus Cristo. Percebem apenas o fato distante, ocorrido há quase dois milênios, mas talvez ainda não tiveram o desejo de atentar para o seu significado mais profundo.
Precisamos, porém, parar um pouco para meditar e refletir. Surpreendentemente, descobriremos que o Natal é algo por demais grandioso e importante para a humanidade. O acontecimento de tal forma marcou época que iniciou nova contagem de tempo, ou seja, antes e depois de Cristo, dividindo a história humana em dois períodos. Enfim, eis que surge uma nova era ao longo da história. Portanto, esse registro torna indiscutível e constitui prova suficiente de que, em 25 de dezembro, realmente, na cidade de Belém, na Palestina, nasceu um menino chamado Jesus, filho de Maria de Nazaré, casada com José. Ninguém pode duvidar desse acontecimento, nem mesmo os ateus. Não é uma “estória” inventada, mas um fato real. Agora, acreditar ou não que Jesus seja efetivamente o Filho de Deus, que ressuscitou mortos, andou sobre as águas, acalmou tempestade, curou enfermos e operou muitos outros milagres, é uma questão de fé.
A propósito, é oportuno considerar-se também um documento que a Igreja Católica conserva no Vaticano e de imenso valor científico: o Santo Sudário. Trata-se de um lençol de linho puro que envolveu o corpo de Cristo, quando de seu sepultamento e no qual, milagrosamente, ficaram impregnados os caracteres do seu corpo. Por isso, se pode saber que era um homem de estatura elevada. As impressões são como que uma fotografia, mais uma prova autêntica de sua passagem aqui na terra.
Agora que o Natal se aproxima, para nós cristãos é muito bom recordar que um dia Deus visitou o seu povo, revelando ser nosso Pai. Um Pai que nos compreende e nos ama. Porém, não é menos gratificante perceber essa vontade divina de se comunicar conosco. Por isso, Ele se fez homem no seio de Maria, uma mulher especial, mas mulher como as nossas queridas mães. E, fazendo-se homem, assumiu a natureza humana, tornou-se alguém semelhante a nós, exceto no pecado. Esse fato é de muita relevância. Prova maior de amizade sincera e carinho não pode existir. Sem dúvida, o maior presente que a humanidade um dia recebeu.
Depois de sua chegada, trazendo suas revelações e a certeza da vida eterna, já não podemos nos sentir órfãos. As dificuldades da vida, por maiores que sejam, serão superadas. Não estamos por aqui perdidos num mundo cheio de violência, maldades e incompreensões. Sabemos que podemos contar com um amigo de verdade. Somos passageiros de uma viagem segura, com certeza da direção e do destino de chegada.
Que esse Natal traga para todos os nossos leitores, às vésperas de um novo milênio, muitas alegrias e, sobretudo, fé e confiança para a caminhada, na certeza de que o amor e a felicidade nos acompanhem sempre!
Borda da Mata, 18 de novembro de 1999."
Renovo-lhes votos de Feliz Natal e que 2.012 seja pleno de alegrias!
Gustavo Dantas de Melo

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

"Apelo à Paz"

          O saudoso Papa João XXIII, em encíclica de seu pontificado, fez séria advertência aos cientistas e cidadãos de todos os povos: a possibilidade de auto destruição da humanidade. Apesar da sua fantástica evolução científica e tecnológica, lamentou Sua Santidade o fato do homem ter utilizado sua inteligência também para “criação de instrumentos de ruína e de morte”, pondo em perigo a sua própria sobrevivência.
          Inegável o risco que todos corremos. Por esta razão, devemos cerrar fileiras com todos aqueles que lutam pela Paz.
         Hoje, trago para nossos leitores interessante apelo de um adolescente que, acredito, viveu momentos de notável inspiração divina. Confiram minha afirmativa com a leitura de tão singela, mas importante mensagem:
          Nos livros de história aprendemos que o nosso planeta Terra já assinou 8000 tratados de paz. Sinal que já aconteceram outros tantos confrontos armados. E o tempo que se passou entre uma guerra e outra foi tempo de paz. Foi tempo em que os homens se prepararam com mais ferocidade para mais uma guerra.
           Nós amamos a paz, precisamos da paz, não podemos viver sem paz. O mundo em que vivemos não é mais uma casa. Ele se transformou numa imensa jaula habitada por animais perigosos.
          Queremos paz entre os povos. Chega de guerras onde irmão mata irmão.
         Queremos paz em nosso Brasil. Não aguentamos mais o clima de violência, de desrespeito, de brutalidade, de roubos e assaltos em que vivemos.
          Que a criança possa estudar e brincar feliz!
          Que o menino de rua encontre corações generosos e abertos à solidariedade!
          Que o trabalhador possa receber o salário que lhe é devido por justiça!
           Que os estádios se encham de gente feliz que torce, que vibra, que respeita o time adversário!
           Que as bocas-de-fumo desapareçam dos nossos bairros!
          Que os bares da cidade tenham sempre menos frequentadores e nossas igrejas e templos fiquem repletos de gente que procura, de coração sincero, o Deus da Paz!
          Que haja comida na mesa de todos e trabalho honesto para quem quer ser gente de verdade!
         Que nunca mais haja mães chorando filhos mortos pela violência e pelo desamor!
         Que eu também, junto com todos os meus colegas, possamos contribuir, dia por dia, na construção de um mundo mais humano e mais digno!
         Obrigado.
         (Mensagem de Anderson da Silva Rosa, jovem estudante da 7a. série “E”, do Colégio Salesiano Dom Bosco de Porto Velho (RO), publicado na Revista “The Lion” de set/out/99).

sábado, 26 de novembro de 2011

"Educação dos Netos"

          Já se disse, com inteiro acerto, que os avós são “pais com açúcar”. E como isso é verdade! A relação neto-avô ou neto-avó de tão adocicada pode até ser algumas vezes prejudicial à educação do descendente.
          É certo que, no desempenho de minhas atribuições ministeriais de atendimento ao público, na época em que exerci a Promotoria de Justiça, testemunhei inúmeros conflitos e problemas decorrentes desta espécie de relação tão comum na vida familiar.
          É um grande e lamentável equívoco acreditar que somos muito experientes e que os filhos e netos devem aceitar, sem questionamentos, nossas decisões e conselhos. A verdadeira sabedoria ensina que “ninguém é dono da verdade”. Estar disposto a ouvir o que o outro tem a dizer e estar aberto ao diálogo é uma regra de vida que todos devemos adotar.
          No final do século, defrontei-me com uma crônica fantástica e muito interessante a propósito do tema. Guardei-a com merecido zelo e  carinho. Sem qualquer dúvida, a matéria traz a opinião abalizada e o testemunho de Maria Helena Brito Izzo, notável terapeuta clínica e familiar da conceituada Revista “Família Cristã”.
          Constitui para mim uma honra brindar os leitores deste “blog”, com tão ricos ensinamentos, que ora transcrevo com imenso prazer:
          “Muitas vezes, o pai e a mãe educam de um jeito e os avós acham que deveria ser de outro. E alguns excedem. Tiram a autoridade dos pais, dão ordens diferentes e exigem obediência. Isso é terrível, pois educar não é função dos avós. Claro que eles também se preocupam com os netos, trocam idéias com os filhos e sua experiência pode ser útil, mas sem tomar o lugar dos pais da nova geração, sugerindo e não impondo.
          Sem querer, os avós acham que sabem mais do que os filhos. Como vinham de uma posição de pais, na qual ditavam as regras, precisam de certo tempo para se adaptar à nova função. É natural, até certo ponto, que confiem mais neles próprios do que nos filhos e acabem se intrometendo. No entanto, não podem tirar a autoridade dos pais, a linha que eles querem dar à educação e o estilo de vida que escolheram.
          É um jogo muito difícil. Os avós têm todo o amor do mundo, querem dar ao neto tudo o que, talvez, não tenham dado aos filhos e, quem sabe, consertar o que fizeram de errado. É preciso, contudo, ter maturidade e sabedoria para se fazer presente sem se intrometer, permanecendo nos limites da função de avô ou avó.
         Um dia tive uma grande lição de minha filha, nesse sentido. Fiz tantas recomendações em relação aos cuidados com as crianças, que ela virou-se para mim e, calmamente, disse: 'Mãe, eles são os meus filhos!' Isso me serviu para o resto da vida. Entendi que avô é aquela pessoa que vai buscar na escola ou fica com as crianças, quando os pais precisam; se pode, dá um dinheirinho extra para os netos se divertirem; e enxuga suas lágrimas quando o pai ou a mãe briga com eles; mas não se mete além do necessário. Se a gente puder somar, maravilha! Mas dividir não será bom para ninguém.” (Autora supracitada, “Revista Família Cristã”, p. 26, agosto/1998)
          Borda da Mata, 26 de novembro de 2.011.
          Gustavo Dantas de Melo

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

"Como é possível ser feliz"

          Todos buscamos a felicidade, mas muitas vezes ficamos confusos e inseguros. Qual seria o segredo, a chave para sua conquista?
           - Na verdade, não existe uma receita de felicidade. Ela se constrói no dia a dia. Exige esforço pessoal na convivência com os outros. Pressupõe a capacidade de se relacionar bem com todos e se sentir em paz, por estar bem consigo mesmo e com o próximo.
          Ser feliz é viver a alegria de servir e ser útil àqueles com quem nos relacionamos. É amar e querer bem as pessoas que nos cercam. É, assim, principalmente, um estado de espírito, de realização pessoal; algo que se encontra dentro de nós mesmos e não o percebemos nos bens e coisas exteriores. Como já tivemos oportunidade de afirmar, “coisas não têm sentimento”.
          Há muitas pessoas pobres felizes com o pouco que possuem e, outras infelizes, embora com muitos bens materiais. Se me sinto infeliz, com certeza, de nada me adianta viajar para Paris, ou qualquer outra cidade maravilhosa, pois levo comigo a amargura que me entristece. Minha mágoa interior me acompanha onde quer que eu esteja.
         A propósito, a terapeuta familiar Maria Helena Brito Izzo, em interessante artigo publicado na conceituada Revista “Família Crista”, de forma precisa, fez observações magistrais que constituem verdadeira regra de vida:
          “Existem pessoas que vivem em função do 'fui feliz' e outras do 'vou ser feliz'. Pode-se tirar do passado um aprendizado, boas ou más recordações, mas ele já se foi.
          O amanhã a gente apenas espera. Dependendo do que se faz agora, constrói-se ou não um futuro feliz.
          A felicidade precisa ser vivida no presente. Do contrário, corre-se o risco de jamais encontrá-la ...
          No fundo, porém, todos nós queremos ser felizes, viver com alegria, paz, saúde, trabalho e boa qualidade de vida. Ser feliz, entretanto, também significa vencer obstáculos, enfrentar desafios, aprender com a vida e criar energias positivas.
          A gente é feliz porque está vivo, sonha, ama, procura, acredita, pensa e realiza.
          A felicidade, na verdade, é muito simples. As pessoas é que complicam tudo. Ela está bem perto de nós, nas coisas mais simples e pequenas do cotidiano ...”
          Finalmente, importante acrescentar o que nos parece o ponto crucial do tema enfocado. Ninguém poderá encontrar a felicidade se não a busca na “Fonte”. Impossível ser feliz, sem ter fé e confiança em Deus, que é nosso Pai. É Ele o Senhor da vida, nossa segurança e bem maior.
          O essencial é a certeza da eternidade revelada por Jesus. A esperança de que o epílogo desta vida passageira é a volta à Casa do Pai, ao lugar que nos está preparado para a posse definitiva da paz e da plena felicidade.
          Borda da Mata, 23 de novembro de 2.011.
          Gustavo Dantas de Melo