Introdução

Seja bem-vindo a este “blog”!

O meu objetivo é o de colaborar para a construção de um mundo melhor. Com este intento, pretendo que este espaço seja recheado de pensamentos, poemas, poesias, quadras e textos de minha autoria e de autores diversos.

Espero que a leitura das matérias aqui publicadas lhe tragam descontração e prazer.

Meus dados biográficos:

Gustavo Dantas de Melo, natural de Borda da Mata/MG. Sou filho dos saudosos Agenor de Melo e Maria Dantas de Melo. Casei-me com Maria Jóia de Melo, filha do comerciante Luiz Jóia Orlandi e Maria Delfino Jóia, donos do antigo “Bar do Ponto”, que serviu como o primeiro terminal rodoviário de Borda da Mata. São nossos filhos: Regina Maria (namorado Rafael), Luiz Gustavo (casado com Adriana), Rosana Maria (casada com Darnei) e Renata. Netos, por ordem de chegada: Gabriel, Mariana, Gustavo, Ana Júlia, João Vítor e Ana Luíza.

Advogado, professor secundário e universitário. Promotor de Justiça dos Estados de Minas Gerais e de São Paulo, tendo sido titular das Comarcas de Bueno Brandão/MG, São Luiz do Paraitinga, Cruzeiro, Mogi das Cruzes e São Paulo. Encerrei a carreira ministerial como Procurador de Justiça de São Paulo/SP. Atualmente, exerço a advocacia em Borda da Mata, minha cidade natal e na região do Sul de Minas Gerais.

Autor da obra “Reflexões”, editada pela APMP, em 2001, uma coletânea selecionada de artigos publicados durante o período em que fui diretor chefe do jornal “A Cidade” de Borda da Mata. Em 2009, trouxe à lume minhas “Farpas do Coração”, um livro de memórias, em que registro fatos vivenciados em quase meio século de vida familiar, social e profissional. Ao mesmo tempo, revelo personagens e acontecimentos pitorescos da querida cidade natal, transmitindo, sobretudo, minha experiência ministerial e vivência na cátedra do magistério universitário, ao abordar temas políticos e jurídicos de manifesto interesse nacional.



sexta-feira, 8 de março de 2013

"Homenagem à mulher"

           Feliz a idéia de consagrar um dos dias do ano à mulher, a nível internacional. Esta é uma homenagem justíssima.
 Sem dúvida, o papel da mulher é fundamental no universo. Sobretudo, pela maternidade como berço da vida humana, o que a torna partícipe da divindade. Se a vida é dom de Deus, que, como eterno, a possui em plenitude, a mulher é o veículo divino da criação do ser humano. Essa missão transcendental de mãe lhe confere tamanha dignidade, que foi escolhida para gerar em seu ventre o próprio filho de Deus, tornando-se instrumento de salvação de toda a humanidade.
           Mas, como é sabido, ao longo da história, ela nem sempre ocupou o lugar de destaque que merece. Algumas civilizações não lhe reconheciam direitos e a tratavam como escrava, ou “res”, de propriedade do seu senhor. Mesmo em nosso país, até bem pouco tempo, não gozava dos direitos políticos e, com o casamento, era considerada relativamente incapaz situação igual à do menor hoje na faixa etária de 16 a 18 anos (art. 4º, I, do Código Civil).
           Pouco a pouco, especialmente na civilização ocidental, foi ela conquistando espaços e sucessivas conquistas jurídicas. Hoje disputa de igual para igual com o homem em todos os setores da sociedade. Inclusive, temos em nosso país uma mulher, Dilma Roussef, ocupando o elevado cargo de Presidente da República. Porém, subsistem ainda algumas queixas de indevidas discriminações salariais e outras. Isso jamais poderia acontecer, posto que, no estágio atual da ordem jurídica vigente, há equiparação de direitos do homem e da mulher, como consagrado está em princípio constitucional proclamado em nossa Carta Magna (art. 5º, inciso I).
           Homem e mulher se completam, se amam e constituem sua própria família, fonte de plena realização pessoal. Cada um, com suas características especiais e peculiares, vive a sua vida, na busca dos seus ideais. As suas diferenças são naturais e fazem parte de suas personalidades distintas, no objetivo comum de encontrar o prazer e a felicidade.
           Desde os tempos de ginásio, época em que estive no internato do Colégio São José de Pouso Alegre, gostava de colecionar pensamentos, quadras e poesias. Até hoje conservo na lembrança um refrão popular de autor ignorado, exaltando a criatura mulher:
           “Deus fez primeiro o homem e, depois, a mulher, porque toda obra prima exige primeiro o rascunho”.
           De fato, a mulher é a criatura incomparável que traz poesia e encantamento à vida. Ela é doce, um “favo de mel”, como diria Petruchio, personagem de novela. A graça, a beleza, a compreensão, a sensualidade e a meiguice da mulher exercem uma atração irresistível sobre o homem. É como um ímã que o torna presa fácil por seu magnetismo.
           A mulher é a companheira de todos os momentos, bons e maus. Ela é muito importante para o homem. Esposa, mãe, seio que alimenta os filhos, cozinheira, lavadeira, faxineira e tudo o mais do estafante trabalho do dia a dia no lar. A mão que afaga, o carinho, a presença, o apoio, o lenço que enxuga a lágrima, o bálsamo da dor. Enfim, aquela em quem confiamos e podemos contar em todas as horas, até mesmo para cerrar as pálpebras, no instante derradeiro da vida.
           Neste dia em que as atenções se voltam para a mulher, quero aproveitar a oportunidade para agradecer a Deus pela presença feminina que colocou em meu caminho. Especialmente à minha esposa, filhas, netas, mãe, avós, irmã, tias, sobrinhas, primas, sogra, nora e cunhadas.
Obrigado pelo muito que lhes devo! Que Deus lhes pague!
         Borda da Mata, 08 de março de 2013.
         Gustavo Dantas de Melo

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

"A obsessão pelo melhor"

          Felizmente, sempre recebo dos amigos, por "email", textos maravilhosos. Desta vez foi meu amado filho, Luiz Gustavo, quem enviou essa preciosidade. Por esta razão, é prazeroso para mim trazer-lhes rica matéria de autoria da jornalista mineira Leila Ferreira. Em síntese, ela focaliza a inquietação do ser humano e sua ambição desmedida.
          Tendo concluído mestrado em Letras e doutora em Comunicação em Londres, entretanto, Leila optou por viver uma vida simples em Belo Horizonte.
          Não são os bens materiais que nos fazem felizes, mas as pessoas. Coisas não têm sentimentos. A grande verdade é que, de fato, são muitos os que vivem insatisfeitos com os bens que possuem. Só, mais tarde, aprendem na escola da vida o quanto eram felizes e não sabiam.
          Prezados amigos, deliciem-se com a lição de vida maravilhosa de um texto verdadeiro e bem elaborado desta notável comunicadora:
           "Estamos obcecados com "o melhor".

           Não sei quando foi que começou essa mania, mas hoje só queremos saber do "melhor".
          Tem que ser o melhor computador, o melhor carro, o melhor emprego, a melhor dieta, a melhor operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho.
           Bom não basta. O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os outros pra trás e que nos distingue, nos faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com "o melhor".
           Isso até que outro "melhor" apareça e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer. Novas marcas surgem a todo instante. Novas possibilidades também. E o que era melhor, de repente, nos parece superado, modesto, aquém do que podemos ter.
           O que acontece, quando só queremos o melhor, é que passamos a viver inquietos, numa espécie de insatisfação permanente, num eterno desassossego. Não desfrutamos do que temos ou conquistamos, porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter.
          Cada comercial na TV nos convence de que merecemos ter mais do que temos. Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os outros (ah, os outros...) estão vivendo melhor, comprando melhor, amando melhor, ganhando melhores salários.
          Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás, de preferência com o melhor tênis. Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos. Mas o menos, às vezes, é mais do que suficiente.
          Se não dirijo a 140, preciso realmente de um carro com tanta potência?
          Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que subir na empresa e assumir o cargo de chefia que vai me matar de estresse porque é o melhor cargo da empresa?
          E aquela TV de não sei quantas polegadas que acabou com o espaço do meu quarto?
          O restaurante onde sinto saudades da comida de casa e vou porque tem o "melhor chef"?
          Aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado porque agora existe um melhor e dez vezes mais caro?
          O cabeleireiro do meu bairro tem mesmo que ser trocado pelo "melhor cabeleireiro"?
          Tenho pensado no quanto essa busca permanente do melhor tem nos deixado ansiosos e nos impedido de desfrutar o "bom" que já temos.
         A casa que é pequena, mas nos acolhe. O emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria. A TV que está velha, mas nunca deu defeito. O homem que tem defeitos (como nós), mas nos faz mais felizes do que os homens "perfeitos". As férias que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu, mas vai me dar a chance de estar perto de quem amo... O rosto que já não é jovem, mas carrega as marcas das histórias que me constituem. O corpo que já não é mais jovem, mas está vivo e sente prazer.
          Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso? Ou será que isso já é o melhor e na busca do "melhor" a gente nem percebeu?
        'Sofremos demais pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos'
(Shakespeare)".
          Borda da Mata, 26 de fevereiro de 2013.
          Gustavo Dantas de Melo

sábado, 16 de fevereiro de 2013

"Desabafo de um Grande Brasileiro"

         Prezados leitores, é um prazer utilizar o espaço deste "blog", para publicar valioso texto que recebi por email. Vale a pena ser lido e repassado a todos os nossos amigos.
         É lamentável e até mesmo revoltante, mas infelizmente é verdade. Aconteceu na cidade de São Leopoldo/RS, cidade que tem um dos menores índices de analfabetismo e de mendicância do país. Talvez por causa de homens como SÍLVIO GEREMIA, notável empresário do Estado do Rio Grande do Sul, que tenho a honra de mencionar, para que o seu exemplo de vida possa sensibilizar os legisladores deste país.
          Eis o seu desabafo publicado na Revista Exame:
          "Acabo de descobrir mais um desses absurdos que só servem para atrasar a vida das pessoas que tocam e fazem este país: investir em Educação é contra a lei .
          Vocês não acreditam?
          - Minha empresa, a Geremia, tem 25 anos e fabrica equipamentos para extração de petróleo, um ramo que exige tecnologia de ponta e muita pesquisa. Disputamos cada pedacinho do mercado com países fortes, como os Estados Unidos e o Canadá. Só dá para ser competitivo se eu tiver pessoas qualificadas trabalhando comigo.
          Com essa preocupação criei, em 1988, um programa que custeia a educação em todos os níveis para qualquer funcionário, seja ele um varredor ou um técnico.
          Este ano, um fiscal do INSS visitou a nossa empresa e entendeu que Educação é Salário Indireto. Exigiu o recolhimento da contribuição social sobre os valores que pagamos aos estabelecimentos de ensino frequentados por nossos funcionários, acrescidos de juros de mora e multa pelo não recolhimento ao INSS.Tenho que pagar 26 mil reais à Previdência por promover a educação dos meus funcionários?
          - Eu honestamente acho que não. Por isso recorri à Justiça. Não é pelo valor em si , é porque acho essa tributação um atentado. Estou revoltado. Vou continuar não recolhendo um centavo ao INSS, mesmo que eu seja multado 1000 vezes.
          O Estado brasileiro está completamente falido. Mais da metade das crianças que iniciam a 1ª série não conclui o ciclo básico. A Constituição diz que educação é direito do cidadão e um dever do Estado.
          E quem é o Estado?
          - Somos todos nós.
          Se a União não tem recursos e eu tenho, acho que devo pagar a escola dos meus funcionários. Tudo bem, não estou cobrando nada do Estado. Mas também não aceito que o Estado me penalize por fazer o que ele não faz. Se essa moda pega, empresas que proporcionam cada vez mais benefícios vão recuar...   
          Não temos mais tempo a perder. As leis retrógradas, ultrapassadas e em total descompasso com a realidade devem ser revogadas. A legislação e a mentalidade dos nossos homens públicos devem adequar-se aos novos tempos. Por favor, deixem quem está fazendo alguma coisa trabalhar em paz! E vão cobrar de quem desvia dinheiro, de quem sonega impostos, de quem rouba a Previdência, de quem contrata mão-de-obra fria, sem registro algum.
          Eu sou filho de família pobre, de pequenos agricultores, e não tive muito estudo. Somente consegui completar o 1º grau aos 22 anos e, com dinheiro ganho no meu primeiro emprego, numa indústria de Bento Gonçalves, na serra gaúcha, paguei uma escola técnica de eletromecânica. Cheguei a fazer vestibular e entrar na faculdade, mas nunca terminei o curso de Engenharia Mecânica por falta de tempo.
         Eu precisava fazer minha empresa crescer. Até hoje me emociono quando vejo alguém se formar. Quis fazer com meus empregados o que gostaria que tivessem feito comigo. A cada ano cresce o valor que invisto em educação porque muitos funcionários já estão chegando à Universidade.
         O fiscal do INSS acredita que estou sujeito a ações judiciais. Segundo ele, algum empregado que não receba os valores para educação poderá reclamar uma equiparação salarial com o colega que recebe... Nunca, desde que existe o programa, um funcionário meu entrou na Justiça.
        Todos sabem que estudar é uma opção daqueles que têm vontade de crescer... E quem tem esse sonho pode realizá-lo porque a empresa oferece essa oportunidade. O empregado pode estudar o que quiser, mesmo que seja Filosofia, que não teria qualquer aproveitamento prático na nossa Empresa Geremia. No mínimo, ele trabalhará mais feliz.
         Meu sonho de consumo sempre foi uma Mercedes-Benz. Adiei sua realização várias vezes porque, como cidadão consciente do meu dever social, quis usar meu dinheiro para fazer alguma coisa pelos meus 280 empregados. Com os valores que gastei no ano passado na educação deles, eu poderia ter comprado duas Mercedes.
         Teria mandado dinheiro para fora do País e não estaria me incomodando com essas leis absurdas . Mas infelizmente não consigo fazer isso. Eu sou um teimoso!
         No momento em que o modelo de Estado que faz tudo está sendo questionado, cabe uma outra pergunta. Quem vai fazer no seu lugar? Até agora, tem sido a iniciativa privada.
          Não conheço, felizmente, muitas empresas que tenham recebido o mesmo tratamento que a Geremia recebeu da Previdência por fazer o que é dever do Estado. As que foram punidas preferiram se calar e, simplesmente, abandonar seus programas educacionais.
          Com esse alerta temo desestimular os que ainda não pagam os estudos de seus funcionários. Não é o meu objetivo. Eu, pelo menos, continuarei ousando ser empresário, a despeito de eventuais crises, e não vou parar de investir no meu patrimônio mais precioso: as pessoas.
          Eu sou mesmo teimoso!... Não tem jeito!...
          No futebol, o Brasil ficou entre os 8 melhores do mundo e todos estão tristes. Na educação é o 85º e ninguém reclama..."
          EU APOIO ESTA TROCA: TROQUE 01 PARLAMENTAR POR 344 PROFESSORES! O salário de 344 professores que ensinam = ao de 1 parlamentar que rouba!
          Essa é uma campanha que vale a pena! Repasso com solidária revolta!”
          Borda da Mata, 16 de fevereiro de 2.013.
          Gustavo Dantas de Melo

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

"Tesouro Muitas Vezes Desconhecido"


          Os que me conhecem melhor, sabem que sou homem de muita fé. É que tive a felicidade de ter boa formação familiar e receber o alicerce da crença de meus pais.
          Depois, o privilégio de ser bordamatense e conviver com um povo capaz de edificar a majestosa Basílica do Carmo, monumento que, por si só, revela a grandeza da fé de nossa gente. Mais ainda, o fato de ter sido coroinha de Monsenhor Cintra e aprender com ele os caminhos do valor espiritual, tesouro mais importante do mundo.
          Não bastasse isso, fiz os estudos primários no Colégio Nossa Senhora do Carmo, recebendo a influência da formação cívica, moral e religiosa das queridas Irmãs Dominicanas. Pouco depois, o curso secundário e colegial no Colégio São José de Pouso Alegre, sob a direção dos padres 'pavonianos', oriundos da Itália para cumprir sua missão missionária em terras brasileiras.
          Todo esse acervo solidificou minha crença. Mas um fato importante aconteceu em minha história de vida. Em maio de 1.971, exercia o cargo de Promotor de Justiça na cidade de São Luiz do Paraitinga/SP. Convidado, participei de um Cursilho de Cristandade na cidade de Taubaté/SP. Ali aconteceu o meu encontro pessoal com Cristo. Foi uma experiência marcante e a graça inundou o meu ser. Percebi um Deus que não fica lá nas alturas do céu, mas que se fez homem e quis permanecer aqui conosco. Alguém que está ao nosso lado e com Quem podemos contar em todos os instantes da vida. Nosso defensor e advogado junto do Pai comum de todos nós.
          Neste Cursilho, aprendi uma oração de imensa beleza, atribuída ao escritor católico francês “Michel Quoist”. Ela diz muito ao coração da gente e sintetiza tudo o que do Senhor recebemos e muitas vezes não o percebemos.

      “Ação de Graças

Obrigado, Senhor,
pelos meus braços perfeitos,
quando há tantos mutilados!
Por meus olhos perfeitos,
quando há tantos sem luz!
Por minha voz que canta,
quando tantas emudeceram!
Por minhas mãos que trabalham,
quando tantas mendigam!

É maravilhoso voltar para casa,
quando tantos não têm para onde ir!

É maravilhoso sorrir, amar, sonhar, viver,
quando há tantos que choram,
odeiam, revolvem-se em pesadelos,
morrem mesmo antes de nascer!

É maravilhoso ter um Deus para crer,
quando tantos não têm
o consolo de uma crença!

É maravilhoso, Senhor, sobretudo,
ter tão pouco a pedir
e tanto para agradecer!”
Borda da Mata, 05 de fevereiro de 2013.
Gustavo Dantas de Melo

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A Escalada da Violência


        Todos os dias, infelizmente, chega a nos causar espanto a violência que cresce em nosso país e no mundo inteiro. Basta ligarmos a TV ou entrar na “internet” para encontramos notícias de assassinatos e chacinas, praticados com uma crueldade assustadora. Para a bandidagem a vida humana não tem valor algum. Nem mesmo uma mulher grávida é poupada e, de forma brutal, é atingida na cabeça.
        Criminosos, à luz do dia, de armas em punho, abordam veículos e não titubeiam em atirar a sangue frio, matando pessoas sem qualquer escrúpulo. A impunidade acaba incentivando a formação de grupos de extermínio. Assim, a ineficácia dos meios de repressão penal enseja o recrudescimento da vingança, pelas próprias mãos.
        É urgente a tomada de providências legais e administrativas para conter a violência. A legislação penal precisa ser modificada, trazendo maior endurecimento para reprimir, com mais rigor, a criminalidade. Nada de regras como a moleza do “crime continuado” e o instituto da “progressão” no cumprimento da pena, admitindo apenas 1/6 da reprimenda, em regime fechado e outras absurdas benesses.
        As regras do Juizado Especial Penal são válidas para os delitos de menor potencial ofensivo. Devem até mesmo ser ampliadas, com o intuito de reservar a cadeia apenas para os criminosos reincidentes e de maior periculosidade. Os réus primários, a meu entender, merecem sempre uma oportunidade de responderem o processo em liberdade, porque, infelizmente, o cárcere se tornou a “Escola do Crime” e o ideal da recuperação do criminoso, todos sabemos, fica somente na teoria.
       Alterar a Carta Magna, para admitir a pena de morte tornou-se necessário. A realidade da vida acabou modificando o meu entendimento contrário à pena fatal. Assassinos frios, reincidentes e incorrigíveis, considerados irrecuperáveis pela Justiça, ao invés da orgia de gastos públicos com escoltas milionárias, devem ser extirpados do convívio social. A lição atribuída a Santo Agostinho de que “é preciso amputar o membro gangrenado para salvar o corpo humano” mostra-se oportuna. Deve ser adotada, a nível coletivo, pois, somente assim, a sociedade se libertará de membros cancerosos do corpo social.
        A questão ora abordada, bem sei, é polêmica. Suscita um debate mais profundo, o que possibilitará o estudo meticuloso pelos doutos da ciência penal e social. Ninguém é dono da verdade e da discussão nasce a luz.
       O que, no momento, nos preocupa é uma reação legislativa que possa enfrentar tamanha violência. Não ignoramos que as causas são de origem social, a desagregação familiar, o alcoolismo, o tráfico de drogas, o abandono dos menores que perambulam pelas ruas de nossas capitais. O desamor, o egoísmo, o abuso dos poderes e o mau exemplo da corrupção desenfreada que assola a política nacional.
        É preciso, porém, ação. O que não pode continuar é assistirmos, passivamente, esse espetáculo deprimente que a mídia nos mostra, diariamente. Diante da escalada da violência, é dever de cada brasileiro combatê-la, cerrando fileiras na luta  por uma legislação mais eficaz e por um mundo melhor.
        Borda da Mata, 16 janeiro de 2013.
        Gustavo Dantas de Melo

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

"É Tempo de Esperança"

        Mais um ano se passou no calendário da nossa existência. Em sua trajetória, nosso barco andou navegando em ondas, por vezes calmas, por vezes revoltas como a tempestade que castiga a embarcação ameaçada de naufrágio. Mas, apesar de tudo, persistiu em sua rota e felizmente, ao final da jornada, navio e tripulação aportaram em terra firme. Tudo acabou bem como nas novelas.
         Agora, no limiar de um ano novo, é tempo de planejamento. Balanço das nossas atividades, ações e omissões, o que fizemos e o que deixamos de fazer. Foram muitas as realizações, os objetivos alcançados; mas, por outro lado, também nos defrontamos com os insucessos, decepções e erros cometidos. Tudo teve muito valor e foi para nós muito importante! Os fatos vivenciados no ano que finda constituem sempre um rico aprendizado de experiências bem ou mal sucedidas.
         É tempo também de renovação das esperanças. Acreditar sempre em nossas potencialidades. Acreditar que, com pequenas correções de rumos e falhas, poderemos retomar as atividades com total possibilidade de êxito. As dificuldades serão superadas, com força de vontade e perseverança. Afinal, sem elas não haveria graça. São elas que dão sabor à vida, pois vale a pena enfrentá-las e sentir a alegria da superação dos obstáculos. O importante é continuar caminhando, com a certeza de que estamos na rota certa. A vitória é apenas uma questão de tempo.
         O ano de 2012 foi cheio de lutas. Não foi fácil, mas tivemos a alegria de vencer todas as batalhas em que nos empenhamos. É certo que pudemos contar com a compreensão e apoio dos familiares, amigos e colegas de trabalho profissional e voluntário. Sobretudo, Deus esteve ao nosso lado em todos os momentos. Foi muito bom sentir que valeu a pena a luta para a concretização dos ideais que abraçamos, por uma cidade mais fraterna e um mundo melhor!
         Quando as cortinas do Ano Velho se fecharam, no horizonte do tempo cintilou a luz do Ano Novo que se iniciou, ao espocar de belíssima e demorada queima de fogos, anunciando a sua chegada. Houve motivos de sobra para a alegria que sentimos em tão importante comemoração.
         Oxalá 2013 seja um marco na história de Borda da Mata, de Minas e do Brasil! Que os corruptos recentemente condenados sejam efetivamente recolhidos na prisão, para que a Justiça não seja desmoralizada e sirva de exemplo para os maus políticos.
         Que o mundo reencontre, finalmente, os caminhos da paz e os povos possam se dar as mãos, abandonando seus projetos homicidas, dispostos a baixar suas armas de destruição e morte!
         Que os homens de todas as nações aprendam a respeitar os direitos, a honra e a dignidade dos outros, seus irmãos! Aprendam também a amar a liberdade, a paz e a cultuar os valores eternos e duradouros!
          Borda da Mata, 09 de janeiro de 2.013.
          Gustavo Dantas de Melo

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

"Alegria do dever cumprido"


          A marcha implacável do tempo está sepultando o velho ano de 2012, com os seus bons e maus momentos. É hora de se dar um balanço nas atividades desenvolvidas ao longo do ano e fazer uma revisão necessária para prosseguir a jornada.
Logicamente não foram só rosas, mas os espinhos também nos machucaram os pés no caminhar do dia a dia. As rosas, com seu perfume inebriante, foram as muitas alegrias e estímulos que sentimos ao longo do ano, mercê da bondade do Senhor. E os espinhos foram as tristezas das decepções e mágoas normais do relacionamento cotidiano. Mágoas causadas pelo egoísmo, característica do ser humano que busca o próprio interesse e não percebe a prática da injustiça e do desamor. Tudo, porém, já está superado pelo perdão, que é redentor. O rancor não faz bem ao coração. É melhor esquecer, mesmo porque de criaturas humanas, com suas falhas e limitações, não se pode esperar a perfeição.
          O mais importante é podermos sentir no íntimo a sensação de paz que traz a alegria do dever cumprido. É ter a certeza de que trabalhamos muito em 2012, principalmente pela comunidade, dando continuidade ao Projeto “Construir Vidas” da Guarda Mirim Irmã Martha.
          Sabemos que 2013 será um ano difícil para a entidade. Alguns recursos necessários à sua manutenção vão ser cortados. Precisamos mais do que nunca da compreensão daqueles que pagam imposto de renda, para direcionar ao FIA, em abril próximo, parte do imposto devido ao governo federal. A própria lei faculta esse gesto em favor das crianças e adolescentes de nossa cidade. Mas, por incrível que pareça, muitos preferem mandar essa parcela disponível do seu IR para Brasília do que deixá-la em Borda da Mata. É pena tamanho desperdício de recursos!
         É hora de agradecermos ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, ao Prefeito, aos nossos empresários e colaboradores, diretos e indiretos. Todos aqueles que, de alguma forma, ajudaram na manutenção da Guarda Mirim. E, felizmente, foram muitos os que nos prestigiaram, reconhecendo o valor e alcance social desse notável trabalho de promoção de vidas.
         Estamos perto de completar 23 anos de existência. Nossa Diretoria e Conselho Fiscal são constituídos de elementos capazes e probos, dispostos a dar continuidade a esse relevante trabalho voluntário. Deixar de apoiar a entidade, podendo fazê-lo, sem qualquer ônus financeiro, é um pecado de omissão, grave e imperdoável.
          Nesta oportunidade, queremos desejar a todos um Próspero e Feliz 2013, sob as bênçãos de Deus e a proteção de Nossa Senhora do Carmo! Que a saúde conserve em cada um a alegria de viver e que todos os seus sonhos e projetos se transformem em realizações!
          Borda da Mata, 26 de dezembro de 2012.
          Gustavo Dantas de Melo