Introdução

Seja bem-vindo a este “blog”!

O meu objetivo é o de colaborar para a construção de um mundo melhor. Com este intento, pretendo que este espaço seja recheado de pensamentos, poemas, poesias, quadras e textos de minha autoria e de autores diversos.

Espero que a leitura das matérias aqui publicadas lhe tragam descontração e prazer.

Meus dados biográficos:

Gustavo Dantas de Melo, natural de Borda da Mata/MG. Sou filho dos saudosos Agenor de Melo e Maria Dantas de Melo. Casei-me com Maria Jóia de Melo, filha do comerciante Luiz Jóia Orlandi e Maria Delfino Jóia, donos do antigo “Bar do Ponto”, que serviu como o primeiro terminal rodoviário de Borda da Mata. São nossos filhos: Regina Maria (namorado Rafael), Luiz Gustavo (casado com Adriana), Rosana Maria (casada com Darnei) e Renata. Netos, por ordem de chegada: Gabriel, Mariana, Gustavo, Ana Júlia, João Vítor e Ana Luíza.

Advogado, professor secundário e universitário. Promotor de Justiça dos Estados de Minas Gerais e de São Paulo, tendo sido titular das Comarcas de Bueno Brandão/MG, São Luiz do Paraitinga, Cruzeiro, Mogi das Cruzes e São Paulo. Encerrei a carreira ministerial como Procurador de Justiça de São Paulo/SP. Atualmente, exerço a advocacia em Borda da Mata, minha cidade natal e na região do Sul de Minas Gerais.

Autor da obra “Reflexões”, editada pela APMP, em 2001, uma coletânea selecionada de artigos publicados durante o período em que fui diretor chefe do jornal “A Cidade” de Borda da Mata. Em 2009, trouxe à lume minhas “Farpas do Coração”, um livro de memórias, em que registro fatos vivenciados em quase meio século de vida familiar, social e profissional. Ao mesmo tempo, revelo personagens e acontecimentos pitorescos da querida cidade natal, transmitindo, sobretudo, minha experiência ministerial e vivência na cátedra do magistério universitário, ao abordar temas políticos e jurídicos de manifesto interesse nacional.



quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

"É Preciso se Programar Para a Vitória Desejada"

           Você já deve ter ouvido a famosa frase: “Ter tempo é questão de preferência”.
           A vida do ser humano costuma ser agitada. Mas é a pura verdade que, desde o momento em que acordamos até o adormecer, vamos consumindo o tempo ao sabor das nossas preferências. Nossa agenda normalmente está cheia de compromissos. Mas, para as coisas que gostamos de fazer, sempre temos disponibilidade. Damos um jeito. Daí a razão pela qual o pensamento ora analisado é super verdadeiro: “Ter tempo é questão de preferência”.
           O dia tem 24 horas e o período de repouso necessário é apenas de 6 a 8 horas. A jornada de trabalho, em regra, é fixada em 08 horas diárias. Sobram ainda de 8 a 10 horas. Isto significa que uma boa programação acomoda diversas atividades e ainda dá ensejo a reservarmos, pelo menos uma ou mais horas, para o lazer.
           A etapa mais difícil da vida para o cumprimento de tarefas é a adolescência, onde nosso desejo de diversões é intenso. Não é nada fácil, naquela idade, enfrentarmos o período de frequência às aulas nas escolas e ainda reservarmos tempo para os deveres diários e estudos para os exames. Toda essa programação exige muita força de vontade. Fixar um horário para as atividades do dia a dia e cumpri-lo, com fidelidade, sentando à frente dos livros, requer uma decisão firme, orientada pelo ideal a ser atingido. A tentação do ser humano de deixar para começar, amanhã, o que poderia ser iniciado hoje, é uma constante que só os fortes conseguem vencer.
          O estudante não vê a hora de terminar o curso superior e chega até a pensar que a formatura resolve todos os seus problemas. Ledo engano. Com o diploma nas mãos, devidamente registrado pelo órgão competente, aí começa uma nova batalha na profissão escolhida. Muitas dificuldades surgem na competição natural do dia a dia, exigindo um aperfeiçoamento constante em novos cursos, para adquirir os conhecimentos específicos da área profissional almejada.
          No campo do Direito, que foi a carreira que abracei, os primeiros passos na militância funcional exigem prévio aprendizado prático forense, através de estágio em escritório de advocacia. Depois, para aqueles que desejam ingressar em alguma das carreiras, dentre as muitas opções que se abrem aos bacharéis em Direito, a decisão de se preparar para um concurso, onde muitos candidatos disputam poucas vagas, exige determinação incomum. É preciso estudar muito, buscando o aperfeiçoamento, para ser o melhor e fazer, assim, a diferença. É de suma importância enriquecer o vocabulário e se preocupar com a fluência e correção do português, porque entre duas provas com respostas exatas, o examinador fará sua opção pela que apresenta linguagem mais adequada e convincente.
            Fui professor durante 16 anos e fiz vários concursos de ingresso para o Ministério Público. Conheci e vivenciei de perto o problema e, por isso, sempre procurei orientar os meus filhos e alunos sobre a necessidade de organizar a sua agenda e estudar muito, se é que querem, de fato, conseguir abraçar as carreiras que almejam exercer algum dia. Tudo que se alcança na vida pressupõe grande esforço, muitas renúncias, especial força de vontade e fé, confiando nas graças de Deus.
          Lembro-me de um pensamento que me foi transmitido por meu estimado cunhado, colega e compadre Wilson Jóia. O seu exemplo de luta obstinada para ingressar nas fileiras do Ministério Público de São Paulo ficou gravado, indelevelmente, em meu espírito quando me dizia:
Se muitos lá chegaram, também posso um dia conseguir chegar também, realizando o meu sonho”.
            Esse pensamento otimista deve iluminar a vida de todos quantos desejam vencer qualquer obstáculo, por mais difícil que possa parecer. Mas, evidentemente, “é preciso se programar para a vitória desejada”. Ninguém poderá dizer: não consegui atingir o meu ideal, por falta de tempo. Estará enganando a si próprio e ainda não vai convencer a ninguém. Se “ter tempo é questão de preferência”, na verdade apenas terá feito a sua opção preferencial de vida.
          “Diga-me onde gasta suas horas e dir-lhe-ei do que realmente gosta e o que quer realizar em sua vida”.
           Borda da Mata, 08 de dezembro de 2011.
           Gustavo Dantas de Melo

sábado, 3 de dezembro de 2011

"O maior presente"

          Com a chegada de dezembro, o Natal se avizinha. Tempo de luz e de paz em que comemoramos o aniversário do nosso Salvador. Época em que guardamos as melhores lembranças de nossa infância.
          Permitam-me republicar crônica que elaborei no final do século passado, inclusa em meu livro "Reflexões", esperando seja do agrado de meus caríssimos leitores:      
          "À medida que os anos passam, celeremente, sentimos que a vida vai se esvaindo, pouco a pouco. Não há como segurar a marcha inexorável do tempo que voa, enquanto caminhamos para a eternidade.
Há acontecimentos que marcam a nossa existência pela importância de que se revestem. São fatos que guardamos para sempre na lembrança.
Isso acontece na vida individual de cada um. Mas também na vida social há fatos significativos que passam a fazer parte da sua história. Por isso, são registrados em documentos e analisados pelos estudiosos em suas obras, constituindo-se em patrimônio cultural de um povo.
Talvez muitos ainda não se deram conta de um fato histórico da maior importância: O Nascimento de Jesus Cristo. Percebem apenas o fato distante, ocorrido há quase dois milênios, mas talvez ainda não tiveram o desejo de atentar para o seu significado mais profundo.
Precisamos, porém, parar um pouco para meditar e refletir. Surpreendentemente, descobriremos que o Natal é algo por demais grandioso e importante para a humanidade. O acontecimento de tal forma marcou época que iniciou nova contagem de tempo, ou seja, antes e depois de Cristo, dividindo a história humana em dois períodos. Enfim, eis que surge uma nova era ao longo da história. Portanto, esse registro torna indiscutível e constitui prova suficiente de que, em 25 de dezembro, realmente, na cidade de Belém, na Palestina, nasceu um menino chamado Jesus, filho de Maria de Nazaré, casada com José. Ninguém pode duvidar desse acontecimento, nem mesmo os ateus. Não é uma “estória” inventada, mas um fato real. Agora, acreditar ou não que Jesus seja efetivamente o Filho de Deus, que ressuscitou mortos, andou sobre as águas, acalmou tempestade, curou enfermos e operou muitos outros milagres, é uma questão de fé.
A propósito, é oportuno considerar-se também um documento que a Igreja Católica conserva no Vaticano e de imenso valor científico: o Santo Sudário. Trata-se de um lençol de linho puro que envolveu o corpo de Cristo, quando de seu sepultamento e no qual, milagrosamente, ficaram impregnados os caracteres do seu corpo. Por isso, se pode saber que era um homem de estatura elevada. As impressões são como que uma fotografia, mais uma prova autêntica de sua passagem aqui na terra.
Agora que o Natal se aproxima, para nós cristãos é muito bom recordar que um dia Deus visitou o seu povo, revelando ser nosso Pai. Um Pai que nos compreende e nos ama. Porém, não é menos gratificante perceber essa vontade divina de se comunicar conosco. Por isso, Ele se fez homem no seio de Maria, uma mulher especial, mas mulher como as nossas queridas mães. E, fazendo-se homem, assumiu a natureza humana, tornou-se alguém semelhante a nós, exceto no pecado. Esse fato é de muita relevância. Prova maior de amizade sincera e carinho não pode existir. Sem dúvida, o maior presente que a humanidade um dia recebeu.
Depois de sua chegada, trazendo suas revelações e a certeza da vida eterna, já não podemos nos sentir órfãos. As dificuldades da vida, por maiores que sejam, serão superadas. Não estamos por aqui perdidos num mundo cheio de violência, maldades e incompreensões. Sabemos que podemos contar com um amigo de verdade. Somos passageiros de uma viagem segura, com certeza da direção e do destino de chegada.
Que esse Natal traga para todos os nossos leitores, às vésperas de um novo milênio, muitas alegrias e, sobretudo, fé e confiança para a caminhada, na certeza de que o amor e a felicidade nos acompanhem sempre!
Borda da Mata, 18 de novembro de 1999."
Renovo-lhes votos de Feliz Natal e que 2.012 seja pleno de alegrias!
Gustavo Dantas de Melo

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

"Apelo à Paz"

          O saudoso Papa João XXIII, em encíclica de seu pontificado, fez séria advertência aos cientistas e cidadãos de todos os povos: a possibilidade de auto destruição da humanidade. Apesar da sua fantástica evolução científica e tecnológica, lamentou Sua Santidade o fato do homem ter utilizado sua inteligência também para “criação de instrumentos de ruína e de morte”, pondo em perigo a sua própria sobrevivência.
          Inegável o risco que todos corremos. Por esta razão, devemos cerrar fileiras com todos aqueles que lutam pela Paz.
         Hoje, trago para nossos leitores interessante apelo de um adolescente que, acredito, viveu momentos de notável inspiração divina. Confiram minha afirmativa com a leitura de tão singela, mas importante mensagem:
          Nos livros de história aprendemos que o nosso planeta Terra já assinou 8000 tratados de paz. Sinal que já aconteceram outros tantos confrontos armados. E o tempo que se passou entre uma guerra e outra foi tempo de paz. Foi tempo em que os homens se prepararam com mais ferocidade para mais uma guerra.
           Nós amamos a paz, precisamos da paz, não podemos viver sem paz. O mundo em que vivemos não é mais uma casa. Ele se transformou numa imensa jaula habitada por animais perigosos.
          Queremos paz entre os povos. Chega de guerras onde irmão mata irmão.
         Queremos paz em nosso Brasil. Não aguentamos mais o clima de violência, de desrespeito, de brutalidade, de roubos e assaltos em que vivemos.
          Que a criança possa estudar e brincar feliz!
          Que o menino de rua encontre corações generosos e abertos à solidariedade!
          Que o trabalhador possa receber o salário que lhe é devido por justiça!
           Que os estádios se encham de gente feliz que torce, que vibra, que respeita o time adversário!
           Que as bocas-de-fumo desapareçam dos nossos bairros!
          Que os bares da cidade tenham sempre menos frequentadores e nossas igrejas e templos fiquem repletos de gente que procura, de coração sincero, o Deus da Paz!
          Que haja comida na mesa de todos e trabalho honesto para quem quer ser gente de verdade!
         Que nunca mais haja mães chorando filhos mortos pela violência e pelo desamor!
         Que eu também, junto com todos os meus colegas, possamos contribuir, dia por dia, na construção de um mundo mais humano e mais digno!
         Obrigado.
         (Mensagem de Anderson da Silva Rosa, jovem estudante da 7a. série “E”, do Colégio Salesiano Dom Bosco de Porto Velho (RO), publicado na Revista “The Lion” de set/out/99).

sábado, 26 de novembro de 2011

"Educação dos Netos"

          Já se disse, com inteiro acerto, que os avós são “pais com açúcar”. E como isso é verdade! A relação neto-avô ou neto-avó de tão adocicada pode até ser algumas vezes prejudicial à educação do descendente.
          É certo que, no desempenho de minhas atribuições ministeriais de atendimento ao público, na época em que exerci a Promotoria de Justiça, testemunhei inúmeros conflitos e problemas decorrentes desta espécie de relação tão comum na vida familiar.
          É um grande e lamentável equívoco acreditar que somos muito experientes e que os filhos e netos devem aceitar, sem questionamentos, nossas decisões e conselhos. A verdadeira sabedoria ensina que “ninguém é dono da verdade”. Estar disposto a ouvir o que o outro tem a dizer e estar aberto ao diálogo é uma regra de vida que todos devemos adotar.
          No final do século, defrontei-me com uma crônica fantástica e muito interessante a propósito do tema. Guardei-a com merecido zelo e  carinho. Sem qualquer dúvida, a matéria traz a opinião abalizada e o testemunho de Maria Helena Brito Izzo, notável terapeuta clínica e familiar da conceituada Revista “Família Cristã”.
          Constitui para mim uma honra brindar os leitores deste “blog”, com tão ricos ensinamentos, que ora transcrevo com imenso prazer:
          “Muitas vezes, o pai e a mãe educam de um jeito e os avós acham que deveria ser de outro. E alguns excedem. Tiram a autoridade dos pais, dão ordens diferentes e exigem obediência. Isso é terrível, pois educar não é função dos avós. Claro que eles também se preocupam com os netos, trocam idéias com os filhos e sua experiência pode ser útil, mas sem tomar o lugar dos pais da nova geração, sugerindo e não impondo.
          Sem querer, os avós acham que sabem mais do que os filhos. Como vinham de uma posição de pais, na qual ditavam as regras, precisam de certo tempo para se adaptar à nova função. É natural, até certo ponto, que confiem mais neles próprios do que nos filhos e acabem se intrometendo. No entanto, não podem tirar a autoridade dos pais, a linha que eles querem dar à educação e o estilo de vida que escolheram.
          É um jogo muito difícil. Os avós têm todo o amor do mundo, querem dar ao neto tudo o que, talvez, não tenham dado aos filhos e, quem sabe, consertar o que fizeram de errado. É preciso, contudo, ter maturidade e sabedoria para se fazer presente sem se intrometer, permanecendo nos limites da função de avô ou avó.
         Um dia tive uma grande lição de minha filha, nesse sentido. Fiz tantas recomendações em relação aos cuidados com as crianças, que ela virou-se para mim e, calmamente, disse: 'Mãe, eles são os meus filhos!' Isso me serviu para o resto da vida. Entendi que avô é aquela pessoa que vai buscar na escola ou fica com as crianças, quando os pais precisam; se pode, dá um dinheirinho extra para os netos se divertirem; e enxuga suas lágrimas quando o pai ou a mãe briga com eles; mas não se mete além do necessário. Se a gente puder somar, maravilha! Mas dividir não será bom para ninguém.” (Autora supracitada, “Revista Família Cristã”, p. 26, agosto/1998)
          Borda da Mata, 26 de novembro de 2.011.
          Gustavo Dantas de Melo

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

"Como é possível ser feliz"

          Todos buscamos a felicidade, mas muitas vezes ficamos confusos e inseguros. Qual seria o segredo, a chave para sua conquista?
           - Na verdade, não existe uma receita de felicidade. Ela se constrói no dia a dia. Exige esforço pessoal na convivência com os outros. Pressupõe a capacidade de se relacionar bem com todos e se sentir em paz, por estar bem consigo mesmo e com o próximo.
          Ser feliz é viver a alegria de servir e ser útil àqueles com quem nos relacionamos. É amar e querer bem as pessoas que nos cercam. É, assim, principalmente, um estado de espírito, de realização pessoal; algo que se encontra dentro de nós mesmos e não o percebemos nos bens e coisas exteriores. Como já tivemos oportunidade de afirmar, “coisas não têm sentimento”.
          Há muitas pessoas pobres felizes com o pouco que possuem e, outras infelizes, embora com muitos bens materiais. Se me sinto infeliz, com certeza, de nada me adianta viajar para Paris, ou qualquer outra cidade maravilhosa, pois levo comigo a amargura que me entristece. Minha mágoa interior me acompanha onde quer que eu esteja.
         A propósito, a terapeuta familiar Maria Helena Brito Izzo, em interessante artigo publicado na conceituada Revista “Família Crista”, de forma precisa, fez observações magistrais que constituem verdadeira regra de vida:
          “Existem pessoas que vivem em função do 'fui feliz' e outras do 'vou ser feliz'. Pode-se tirar do passado um aprendizado, boas ou más recordações, mas ele já se foi.
          O amanhã a gente apenas espera. Dependendo do que se faz agora, constrói-se ou não um futuro feliz.
          A felicidade precisa ser vivida no presente. Do contrário, corre-se o risco de jamais encontrá-la ...
          No fundo, porém, todos nós queremos ser felizes, viver com alegria, paz, saúde, trabalho e boa qualidade de vida. Ser feliz, entretanto, também significa vencer obstáculos, enfrentar desafios, aprender com a vida e criar energias positivas.
          A gente é feliz porque está vivo, sonha, ama, procura, acredita, pensa e realiza.
          A felicidade, na verdade, é muito simples. As pessoas é que complicam tudo. Ela está bem perto de nós, nas coisas mais simples e pequenas do cotidiano ...”
          Finalmente, importante acrescentar o que nos parece o ponto crucial do tema enfocado. Ninguém poderá encontrar a felicidade se não a busca na “Fonte”. Impossível ser feliz, sem ter fé e confiança em Deus, que é nosso Pai. É Ele o Senhor da vida, nossa segurança e bem maior.
          O essencial é a certeza da eternidade revelada por Jesus. A esperança de que o epílogo desta vida passageira é a volta à Casa do Pai, ao lugar que nos está preparado para a posse definitiva da paz e da plena felicidade.
          Borda da Mata, 23 de novembro de 2.011.
          Gustavo Dantas de Melo

domingo, 20 de novembro de 2011

"Tempos Modernos e Relacionamento Familiar"

A psicologia e a vida nos ensinam que o homem necessita mais de carinho do que pão. Principalmente nos seus primeiros anos, o aconchego aos filhos é condição indispensável à sua saudável evolução psíquica. A carência afetiva à criança traz-lhe traumas profundos, problemas sérios e complexos em sua vida íntima e a nível de relacionamento com os outros. Isto acontece simplesmente porque o amor é condição “sine qua non” da felicidade do ser humano, assim como as flores não podem se abrir sem a luz do sol. O homem é filho de Deus, que é Amor. Sua vocação é o querer bem aos outros, sentimento que lhe proporciona alegria e realização. O ódio é uma aberração, uma doença, que lhe causa tristeza e amargura.
A fonte natural do carinho necessário à segurança e harmonia do desenvolvimento humano é a FAMÍLIA. Instituição básica, que jamais deixará de representar o fundamento da sociedade e da Pátria. É ela como uma verdadeira forja de cidadãos autênticos, conscientes de seus direitos e deveres. Sem dúvida, é no colo materno, no aconchego dos pais e na convivência com seus irmãos, que a criança encontra as condições propícias a uma evolução normal e equilibrada. Daí a importância da família como fundamento essencial para a formação do ser humano, preparando-o para os relacionamentos na escola e, mais tarde, no trabalho e na vida comunitária.
Quando falta o amor na infância, o prejuízo afetivo se torna praticamente irrecuperável. Crianças sem carinho, abandonadas: jovens problemáticos, violentos, viciados, infratores; não raras vezes, futuros criminosos, explodindo nos outros e na sociedade a revolta e o ódio que lhes consome o coração. É um desabafo que pouco lhes importa venha atingir pessoas inocentes, como se estas fossem também co-responsáveis pelos problemas que aquelas enfrentam.
Nos dias de hoje, mais do que nunca, é necessária a conscientização da importância da vida familiar. A modernidade trouxe a revolução nos meios de comunicação e a babá eletrônica roubou o tempo necessário à troca de idéias, ao diálogo familiar entre pais, filhos, irmãos, parentes e amigos, cada vez mais escasso. Quem não tem saudades das descontraídas reuniões familiares de lazer, de bate-papo até altas horas da noite?
É preciso reconhecer o prejuízo que toda essa agitação da vida moderna nos trouxe. É a era da informática e da comunicação, do computador eletrônico, da TV digital, “facebook”,ipad”, “orkut”, do relacionamento “on line”, via “internet”, encurtando fantasticamente as distâncias. Sem dúvida, era de grande conforto, mas, por outro lado, nos custou um preço muito alto.
É um corre-corre pra lá e pra cá. Um trabalho insano que nos consome os dias e as horas e que parece nunca ter fim. Ninguém tem mais tempo para nada. A alienação é total! Conversar como? O rádio e a TV estão ligados desde cedo, trazendo notícias e melodias preferidas das últimas paradas de sucesso; também não se pode perder o interessante capítulo da novela, os filmes ou o jornal nacional. Assim, paradoxalmente, vivemos também a era do egoísmo e do isolamento implantados pelo computador, rádio e TV.
Isso tudo nos questiona muito e nos obriga a buscarmos uma forma de repensar o que estamos fazendo no dia a dia. Enfim, é preciso encontrar uma solução, um meio termo capaz de conciliar o interesse de usufruir das vantagens da modernidade, sem esquecermos das riquezas do convívio familiar.
No terreno moral, vivemos a era do “tudo é permitido”, “nada é proibido” e alguns chegam ao cúmulo de pretender “liberação total”. Assistimos o afrouxamento dos costumes, a corrupção, o vício mortal das drogas, a banalização do sexo, a dissolução dos vínculos familiares e a falta de religiosidade.
Muitos se esquecem de que, na hierarquia de valores, Deus deve ocupar o primeiro lugar. Vivem desnorteados, sem direção, olvidando que a vida é uma simples passagem rumo à eternidade. Não se lembram das lições do Mestre, preferindo ser servidos, sem a alegria de “servir”. Apegam-se a valores passageiros e não trilham caminhos seguros, da verdadeira felicidade. Seduzidos pelo falso brilho das drogas, do apego aos bens materiais e das ilusões fugazes, buscam os atalhos da perdição e da ruína.
Para onde estamos caminhando? O que para nós é de fato importante?
Roguemos ao Senhor sabedoria para distinguirmos o que não deve ter muita importância e para cultivarmos os valores realmente essenciais da existência. Ainda é tempo de repensarmos a vida. Nunca é tarde para mudarmos o que precisa e deve ser urgentemente modificado.
Borda da Mata, 20 de novembro de 2.011
Gustavo Dantas de Melo

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

"Homenagem Póstuma a José Pinheiro"

Na semana passada, noite de 8 de novembro, chegava em nossa cidade a notícia do falecimento do nobre amigo José Álvaro Pinheiro Neto.
O triste acontecimento nos pegou de surpresa, pois, embora em idade avançada (93 anos), Senhor José Pinheiro desfrutava de boa saúde. Era ele um homem de personalidade marcante: alegre, comunicativo, religioso, solidário nas causas sociais e de acentuado espírito cívico. Gostava de participar das celebrações de sua comunidade. Sempre alegre, gentil e bondoso, um homem de bem com a vida, um verdadeiro “gentleman”. Por isso mesmo, conquistou muitíssimos amigos aqui em Borda da Mata, cidade natal que muito amou.
Há pouco mais de um ano, perdera sua prendada esposa, Dona Edith, sua alma gêmea. Dava para perceber como lhe foi dolorosa sua falta, o que segredava a seus amigos mais chegados.
José Álvaro Pinheiro Neto se orgulhava muito de ser filho de Borda da Mata. Muito cedo foi para São Paulo, cidade que o acolheu generosamente. Lá construiu sua família e se dedicou a várias atividades profissionais e sociais. Foi empresário e comerciante, chegando a estabelecer-se como proprietário de bar na Avenida São João e ainda armazém, no ramo de secos e molhados.
Dedicado ao trabalho e líder nato, em tempos difíceis , chegou a presidir o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Cinematográfica. Foi esportista e torcedor do tricolor paulistano, ajudando a fundar a equipe do São Paulo e a fortalecer sua grande torcida. Colaborou na construção do Morumbi, chegando inclusive a vender títulos e cadeiras cativas para o sucesso do empreendimento do seu time do coração.
Há 35 anos, após sua aposentadoria, decidiu retornar com sua amada Dona Edith para sua querida Borda da Mata, ocasião em que mantiveram uma agência da Loteria Esportiva. O estimado casal pode então desfrutar do convívio desta cidade acolhedora e, com generosidade, ofertar amizade e carinho aos seus inúmeros amigos e amigas.
Porém, neste último ano, nem o carinho de sua família, que sempre o amou muito, nem a estima de seus conterrâneos puderam aplacar a dor e a saudade de Dona Edith. A solidão lhe desassossegava a alma e o coração. A saudade da esposa amada o entristecia. Até que, como que adivinhando a hora da morte, foi rever e se despedir de suas filhas, genros e netos em São Paulo, onde veio a falecer. De lá hoje volta para sua querida terra natal, pela última vez, para unir-se a ela para sempre, como prometeram um ao outro, há 68 anos passados.
Edih e José agora continuam juntos, como tinha de ser.
Rogamos a Deus sejam acolhidos na morada que lhes está preparada, desde sempre, desfrutando de merecida posse definitiva do Amor e da Paz.
À família enlutada por tão grande perda, os sentimentos de pesar e solidariedade de seus amigos e conterrâneos.
Borda da Mata, 17 de novembro de 2.011.
                   Gustavo Dantas de Melo